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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Divagações (vídeo: Budha Bar - Nash Didan)


Onde eu estava
Será que dormia
Por que acordo agora pras coisas
Que dantes irreconhecia?

Em miragens, nas tardes de infantis esturpores
Sequer pudera imaginar tamanho esgarçamento –
Essa gaze acinzentada engolindo nossas manhãs –
Esse silêncio sem calor dos meios-dias.

Corro e corro e já não seguro o tempo -
Aprender é um verbo gestoso que dispensa pressa -
Mesmo assim me concentro. Corro com minha rede à caça de fragmentos
Recolho um a um, com paciência, e vou tecendo cotidianos reciclados.

Há quem os olhe, de longe, e encontre incoerência...
Mesmo assim eu os releio - e quando dou por mim
Estou de volta à vida, caminhando em seus saguões.
O Sentido das coisas – onde está que não o vejo?

Não é daqui, nem tampouco do estrangeiro.
É o mar que não tem ondas
É a festa sem folguedo.

Ele é o frágil ser que nasce
E que cresce em segredo.
Quando vemos, já o temos parido
Não uma, nem duas vezes,
Mas contínua e espasmodicamente.

Damos-lhe a luz nossa de que precisa
Sem saber que ele é nosso vital alimento.
Seguimos entrelaçados, íntimos, afiliadamente
Uma junção de partilhas em fusão física
De luz-matéria intermitente.

Agora, já sem pressa alguma...






terça-feira, 24 de maio de 2011

Folhas da Relva - Walt Whitman


Eu parto com o ar.
Sacudo minha neve branca ao sol que foge.
Desfaço minha carne em redemoinhos de espuma,
Entrego-me ao pó para crescer nas ervas que amo.

e queres ver-me novamente, procura-me sob teus sapatos.
Dificilmente saberás quem sou, ou o que significo,
Não obstante serei para ti boa saúde
E filtrarei e comporei o teu sangue.
E se não conseguires encontrar-me, não desanimes,
O que não está numa parte está noutra,
N’algum lugar estarei à tua espera.

Whitman através de mim...

Eu bebi em cada uma dessas fontes.
Cravei os dentes com vontade
Nos tenros frutos que me dispusestes.
Transformei o saber em sangue,
Fundindo-me ao que compusestes.

O resto, sobre o futuro, ninguém sabe...
O devir - como diz a tradição - só a Deus pertence.

As letras que hoje usamos - embora a grandeza da invenção -
Surgiram nas paredes das cavernas, e lá desaparecerão.
Lápis, caneta, computador... Tudo deixará de existir.
Em meio ao lixo que descartamos, vamos perdendo o pão nosso de cada dia.
E nem mesmo as cavernas permanecerão.

Se hoje é o tempo da perplexidade e do inesperado,
É também o tempo das novas descobertas, do inusitado.

Lembremos sempre que é do interior das crises
Que se partejam as superações.

UMA APRENDIZAGEM...

Baixa e longínqua é a voz que ouço.
De onde vem, fraca e vaga?
Aprisiona-me nas palavras,
Custa-me entender as coisas pelas quais pergunta.

Não sei e não sei
Como responder-lhe-ei.

Pássaros pensativos,
O amor é belo.
E o mais?
Só o vento sabe,
Só o sol sábio conhece.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Meus vídeos Preferidos - Maria Cristina


epistemologia da comunicação

Bonsai - Harmonia e muita luz a todos!

Sinead O'Connor - A Roupa Nova do Imperador

Stand By Me | Playing For Change | Song Around the World

Dia da Terra: Dê uma mão Terra

Marisa Monte e Laurie Anderson-Enquanto isso

Grandes Mestres (Iman Maleki)

Porter - Surround me with your love


PRA QUEM NÃO SABE DO QUE SE TRATA espia aqui:

Barbatuques grupo de percussão corporal brasileiro gravado no Teatro Sao Pedro - SP em 2004

Edição de shows do Barbatuques (2003/2004) tocando "Faz Parte", "Barbapapa´s Groove" e um improviso em Botucatu - SP

é um melhor que o outro...

Edição antiga com imagens do show no Itaú Cultural. As músicas "Andando pela África", "Barbapapa´s Groove" e Não deu pra credita" estão no cd "Corpo do som"

Se não tiver tempo pra tudo, olha pelo menos esse:

Vídeos didáticos: Sobre a percussão corporal e primeiros passos:

Exercícios (pra desenvolver os ritmos - funk e samba, por exemplo):

Jogos (pra encerrar e usar tudo que se aprendeu):

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O Behaviorismo em discussão - Márcia Terra

Doutoranda em Lingüística Aplicada/IEL/UNICAMP

APRESENTAÇÃO
O propósito deste trabalho é tecer algumas considerações sobre o behaviorismo. Para tanto, desenvolvemos o assunto, procurando, em um primeiro momento, reconstituir as condições de emergência do behaviorismo que se verifica em um quadro de crise da Psicologia em busca de sua definição enquanto ciência. Em um segundo momento, buscamos apresentar a linha de evolução do behaviorismo, focalizando as suas principais abordagens quer sejam: (i) behaviorismo Metodológico (Watson); (ii) behaviorismo radical (Skinner); e (iii) behaviorismo Social (Staats).

1. O CONTEXTO DE EMERGÊNCIA DO BEHAVIORISMO: A CRISE NA PSICOLOGIA

Para situar os modos de produção da representação de mundo que deram origem aos modelos de concepção e atuação do Behaviorismo, um termo inaugurado por J.B. Watson em seu artigo publicado em 1913 com o título "Psicologia: como os behavioristas a vêem" (FURTADO, 1999), torna-se importante uma reflexão epistemológica relacionada ao percurso percorrido pela Psicologia em busca da sua definição como ciência. Recuperar tal trajetória, que sempre esteve ligada às visões de mundo e de homem dominantes em cada momento histórico da sociedade, é condição essencial à compreensão do contexto de emergência do behaviorismo e dos tipos de demanda que a Psicologia procurou superar até chegar ao estágio de evolução em que se encontra na atualidade.

Em uma perspectiva histórica, as ciências humanas são marcadas por três concepções de mundo e de homem que apresentam características distintas: a cosmocêntrica, a teocêntrica e a antropocêntrica (FREITAS, 2000). Na primeira concepção, a cosmocêntrica, os homens eram meros expectadores assujeitados aos imperativos do Cosmo que tudo regia. Trata-se de uma visão de homem abstrato, a-histórico e subjugado a uma moral de caráter metafísico. Na segunda concepção, a teocêntrica, os fundamentos que explicam todas as coisas, incluindo a produção do conhecimento, permaneciam situados externamente ao homem, entretanto, deslocando-se dos imperativos do Cosmo foram incorporados pelos desígnios de uma ordem divina, de um Deus criador, que a tudo regia.

A terceira concepção, a antropocêntrica, emerge no Renascimento, época em que se verificam transformações radicais no mundo europeu decorrentes do mercantilismo, movimento que levou à descoberta de novas terras e à acumulação de riquezas pelas nações em formação (França, Itália, Espanha e Inglaterra), caracterizando uma transição para o capitalismo e para a formação de uma nova organização econômica e social. A burguesia que emergia como uma nova classe social, visando a alcançar a sua própria emancipação, reivindica a libertação do homem da sua condição de assujeitado à imutabilidade das leis do universo e defende a possibilidade de desvendar a Natureza.

A descoberta de Copérnico, em 1543, ao rejeitar a síntese aristotélica, descentralizando a posição da Terra no universo, altera a posição do homem no mundo bem como de suas relações com ele, consigo mesmo e com Deus, estabelecendo um rompimento epistemológico com a visão de mundo antigo e medieval paradigmado pelo determinismo físico e ontológico da esfera celeste e introduz, assim, uma nova maneira de perceber o homem. (FREITAS, 2000:44).

Com a revolução científica do século XVI, conforme assevera Santos (1997), instaura-se um modelo geral de racionalidade que viria a ser desenvolvido nos séculos vindouros, embora que timidamente no século XVIII, mas que alcança o âmbito das ciências sociais emergentes, no século XIX,

Um modelo totalitário, na medida em que nega o caráter racional a todas as formas de conhecimento que não se pautarem pelos seus princípios epistemológicos e pelas suas regras metodológicas, sendo esta a sua característica fundamental e que melhor simboliza a ruptura do novo paradigma científico com os que o precedem (ibid, p.11)

Em meados do século XVIII, a ciência moderna, saída da revolução científica do século XVI, caracteriza-se pelo crescimento da nova ordem econômica - o capitalismo - que, no século XIX, desencadeia o processo de industrialização e, com ele, a necessidade de respostas e soluções práticas no campo da técnica, um movimento que acarretou transformações sem precedentes na história da humanidade.

A Psicologia que até meados do século XIX constituía um ramo da Filosofia encontrava-se marcada por duas vertentes teóricas antagônicas e inconciliáveis, sendo uma de tendência objetivista e a outra de tendência subjetivista. Ambas herdadas das proposições de dois grandes filósofos: Bacon (1214-1292), fundador do materialismo inglês, cujas idéias valorizam o papel da experiência da ciência (FREITAS, op.cit.) e Descartes (1596-1659).

Descartes, um dos filósofos mais expressivos para o avanço da ciência, postula a separação radical entre o corpo e a alma, ou seja, entre o físico e o psíquico, argumentando que o estudo científico do homem deveria restringir-se ao seu corpo físico, enquanto que à Filosofia estaria designado o estudo da sua alma (DESCARTES, 2000). O dualismo corpo-mente proposto por Descartes dá origem às duas grandes vertentes da Filosofia no século XIX - o idealismo, de tendência subjetivista e o materialismo-mecanicista, de tendência objetivista - que permeiam a Psicologia em geral (FREITAS, 2000; LURIA, 2001; COLE&SCRIBNER, 2000, entre outros).

Conforme pontua Freitas (2000, com base em Japiassu e Marcondes, 1990:68), Descartes foi quem introduziu os conceitos de reflexo e de consciência (muito embora ele não tenha usado o termo consciência mas o cogito que é "a descoberta do espírito por si mesmo, que se percebe que existe como sujeito"). Com Descartes, portanto, de acordo com Freitas (2000:49), surge "o princípio da introspecção, da auto-reflexão da consciência, que teve influência sobre as tendências idealistas, enquanto a interpretação mecanicista ou naturalista da conduta humana representou a sua influência sobre as tendências materialistas".

Emmanuel Kant, filósofo alemão cujas idéias filosófico-racionais derivam da incorporação de elementos como liberdade, individualismo e igualdade que constituíram a concepção de mundo da burguesia européia entre os séculos XII e XVIII, exerceu grande influência rumo ao subjetivismo "ao situar o mundo das idéias na consciência individual" (FREITAS, op.cit.). No continente europeu, seus seguidores afirmavam que "idéias de espaço e tempo e conceitos de quantidade, qualidade e relação originavam-se na mente humana e não poderiam ser decompostas em elementos mais simples” (COLE&SCRIBNER, 2000).

A tendência materialista-mecanicista de Descartes foi refletida nos materialistas franceses do século XVIII e no materialismo sensualista de John Locke (1632-1704), na Inglaterra. Os seguidores de Locke desenvolveram sua visão empirista de mente dando conta de que as idéias eram constituídas a partir de sensações produzidas por estimulação ambiental. Comte (1798-1857) introduz a era da positividade, e a noção de introspecção, sendo as suas idéias seguidas por psicólogos empiristas que partiram para o estudo positivo.

Com Wundt (1832-1920) foi dado o passo definitivo para a constituição da Psicologia Experimental e, portanto, da Psicologia como ciência. Para Wundt importava uma Psicologia que só admitisse fatos e, dessa forma, o seu programa de estudos voltou-se à experimentação e à mensuração a fim de controlar os dados fornecidos pela introspecção. A trajetória de consolidação da Psicologia como ciência inclui, ainda, a influência da Biologia Evolucionista de Darwin (1809-1882), da Psicologia Experimental dos animais de Thorndike (1874-1949) e da Reflexologia russa de Pavlov (1849-1936).

Em síntese, a linha evolutiva da Psicologia é marcada por um constante oscilar entre as duas vertentes teóricas antagônicas, ora o pêndulo aponta para os princípios de uma tendência objetivista que prioriza o dado externo, e ora aponta para uma tendência subjetivsta calcada na consciência, ambas, por sua vez, objetivando atender às demandas configuradas em cada momento histórico que as originam.

2. O BEHAVIORISMO: O ESTUDO DO COMPORTAMENTO

Conforme pontua Baum (1999) "a idéia do behaviorismo é simples de ser formulada: é possível uma ciência do comportamento". Tal argumento, explica ele, fundamenta-se no fato de que - apesar das controvérsias sobre o sentido de "ciência" ou de "comportamento", incluindo questões sobre "se a ciência do comportamento dever ser a psicologia" ou "se a psicologia é uma ciência" - "todos os behavioristas concordam que pode haver uma ciência do comportamento" (id.ibid.). Assim, segundo o autor, o behaviorismo pode ser referido como um conjunto de idéias sobre essa ciência chamada de análise do comportamento, e não a ciência ela própria, o behaviorismo não é propriamente uma ciência, mas uma filosofia da ciência. Como filosofia do comportamento, entretanto, aborda tópicos que muito prezamos e que nos tocam de perto: por que fazemos o que fazemos e o que devemos e não devemos fazer.

Visando à melhor compreensão desse conjunto de idéias, abordamos, a seguir, as características relacionadas aos três principais modelos de Behaviorismo já que, desde a sua primeira geração, o sentido de "comportamento" sofreu transformações importantes.

2.1. A PRIMEIRA GERAÇÃO: BEHAVIORISMO METODOLÓGICO

John B. Watson, com a publicação do seu artigo intitulado "Psicologia: como os behavioristas a vêem", inaugura, em 1913, o termo que passa a denominar uma das mais expressivas tendências teóricas ainda vigentes: o Behaviorismo. O termo inglês "behavior" significa "comportamento", razão pela qual usamos, no Brasil, Behaviorismo como também Comportamentalismo, Análise Experimental do Comportamento, entre outros, para nos referirmos à visão teórica em pauta (FURTADO, op.cit.). Ao postular o comportamento como objeto de estudos da Psicologia, Watson estabelece um objeto de estudos "observável e mensurável, cujos experimentos poderiam reproduzir diferentes condições e sujeitos” (ibid. p.45).

As concepções de Watson, guiadas pela psicologia objetiva de Comte, representam uma grande oposição à introspecção, movimento que vigorava na época, assim como rejeitavam também a analogia como métodos. As proposições de Watson, portanto, trouxeram respostas essenciais aos objetivos que os psicólogos buscavam na época e contribuíram para o rompimento definitivo da psicologia com a sua tradição filosófica. Como lembra Staats (1980),

(...) antes do aparecimento do behaviorismo, o método fundamental para a Psicologia era o da introspecção. Por algum tempo os psicólogos pensaram que a tarefa da psicologia era investigar os conteúdos, a estrutura e o funcionamento da mente, realizando o sujeito um auto-exame e relatando a sua experiência (...) o comportamento animal era igualmente interpretado adotando-se o conceito de consciência humana.

O behaviorismo metodológico toma como base o realismo. O realismo defende a idéia de que há um mundo real, que ocorre no mundo real, sendo que é a partir desse mundo real externo - objetivo - que constituímos o nosso mundo interno - subjetivo. Paradoxalmente, temos contato apenas com a nossa experiência interna que nos é dada pelos nossos sentidos. Isso porque o mundo externo, objetivo, não nos é accessível diretamente. Assim, os nosso sentidos nos fornecem apenas dados sensoriais sobre aquele comportamento real que nunca conhecemos diretamente (BAUM, op.cit).

Como behaviorista metodológico, portanto, o interesse de Watson concentra-se na busca de uma psicologia livre de conceitos mentalistas e de métodos subjetivos e que possa reunir condições de prever e de controlar. Para tanto, torna-se importante, em compasso com o realismo, estabelecer uma dicotomia entre o mundo objetivo-mundo subjetivo. À ciência, constituída de métodos próprios ao estudo do mundo objetivo, caberia lidar apenas com o mundo que está 'fora' do sujeito, o mundo que é compartilhado, accessível a outras pessoas e com o qual, por conseguinte, todos poderiam, potencialmente, concordar.

Entendendo que o homem possui um aparato orgânico que se ajusta ao ambiente em que vive por meio de equipamentos hereditários e pela formação de hábitos, Watson defende a idéia de que o comportamento deve ser estudado como função de certas variáveis do meio, sob o argumento de que certos estímulos levam o organismo a dar determinadas respostas. Nessa linha de raciocínio, ele procura descrever os eventos comportamentais atribuindo-lhes um caráter mecânico e o mais próximo possível da fisiologia, uma vez que as razões que estariam subjacentes ao 'levar' o homem a desempenhar o comportamento deveriam ser tratadas isoladamente.

O behaviorismo de Watson fundamenta-se em uma das leis mais famosas do behaviorismo metodológico que é a de Pavlov: o condicionamento clássico, ou o reflexo incondicionado que consiste, tomando as palavras de Furtado (op.cit.:47), "em respostas que são eliciadas (produzidas) por estímulos antecedentes do ambiente (ex. contração das pupilas quando há luz forte sobre os olhos)”.

Aprofundando e ampliando tais noções, Watson chega ao conceito de "reflexo condicionado" que consiste em interações estímulo-resposta (ambiente-sujeito) nas quais o organismo é levado a responder a estímulos que antes não respondia. Isso se dá em função de um pareamento de estímulos, como por exemplo: imergir a mão na água gelada e ouvir o som de uma campainha repetidas vezes. Depois de um certo tempo, a mudança de temperatura nas mãos poderá ser eliciada apenas pelo som da campainha, isto é, sem a necessidade de imersão das mãos (FURTADO, op.cit.).

A formulação do behaviorismo de Watson é representada pela relação S-R, onde S é o estímulo do ambiente e R a resposta do organismo.

2.2 A SEGUNDA GERAÇÃO: BEHAVIORISMO RADICAL

B.F. Skinner, em 1945, introduz o Behaviorismo radical, defendendo a análise experimental do comportamento. Contrapondo-se ao Behaviorismo metodológico de Watson, de cunho realista, o programa de Skinner adota os princípios do pragmatismo, cuja base é a de que a força da investigação científica reside não tanto na descoberta da verdade sobre a maneira como o universo objetivo funciona, mas no que ela nos permite fazer, ou seja, a grande realização da ciência é que ela permite dar significado a nossa experiência. Isso implica entender que o pragmatismo se preocupa com a funcionalidade do objeto real observável, mensurável, e não com a existência de um objeto real por detrás desses efeitos (BAUM, op.cit.; FURTADO, op.cit.).

Os behavioristas radicais, nessa linha, tentam romper com o dualismo mundo objetivo-mundo subjetivo.Ou seja, em vez de se pautarem em métodos, eles adotam conceitos e termos "os termos que usamos para falar do comportamento não apenas nos permitem compreendê-lo, mas também o definem: comportamento inclui todos os eventos sobre os quais podemos falar sobre eles com os nossos termos inventados", conforme citação de Skinner, em Baum (op.cit.). Nessa esteira, os beharioristas radicais equiparam a noção de verdade com poder explicativo e, então, buscam termos descritivos que sejam "úteis à compreensão e econômicos à discussão" - se a pergunta sobre a existência do universo real fora do sujeito é fútil, então também é fútil perguntar sobre a existência de uma verdade final, absoluta (idem).

Dessa perspectiva, os behavioristas radicais admitem todos os eventos naturais - passíveis de serem acessados - incluindo eventos públicos e privados e excluem os eventos fictícios - que não podem ser acessados. A mente e todas as suas partes e processos, como causas mentais do comportamento, são considerados fictícios e, portanto, constituem termos que devem ser evitados.

O mentalismo é, portanto, insatisfatório, na medida em que é anti-econômico. Os behavioristas radicais assumem, dessa forma, que as causas do comportamento encontram-se na hereditariedade e no ambiente passado e presente.

À luz do que precede, o behaviorismo radical de Skinner está na formulação do "comportamento operante" que pode ser representado pela relação: R à S , em que R é a resposta e S (do inglês 'Stimuli') é o estímulo reforçador que tanto interessa ao organismo, e a flecha significa 'levar a'. A esse respeito, segundo Keller (1973 apud Figueiredo op.cit.) o comportamento operante inclui todos os movimentos de um organismo dos quais se possa dizer que em algum momento têm efeito sobre ou fazem algo ao mundo em redor. O comportamento operante opera sobre o mundo, por assim dizer, quer direta, quer indiretamente.

Ou seja, no caso do comportamento operante a aprendizagem deixa de ser um mero condicionamento de hábitos e passa a considerar a interação sujeito-ambiente. Difere-se da relação R-S do comportamento respondente ou reflexo (Watson) na medida em que o estímulo reforçador que é chamado de REFORÇO assume a responsabilidade pela ação, apesar de ela ocorrer após a manifestação do comportamento. Neste caso, o que vai propiciar a aprendizagem dos comportamentos é a relação fundamental - a relação entre a ação do sujeito (emissão da resposta) e as conseqüências. Quer dizer, a aprendizagem está na relação entre uma ação e o seu efeito, significando entender com isso que as conseqüências das respostas às ações que praticamos são as variáveis de controle mais relevantes na determinação de nossos comportamentos subseqüentes.
Em resumo, estudar o comportamento é fazer uma análise funcional do comportamento - (F) S à (F)R - é descrever as funções que determinam uma dada resposta, ou seja, analisar as contingências (conjunto hipotético de relações funcionais) que determinam o comportamento.que envolve três dimensões: (a) eventos antecedentes; (b) respostas; (c) eventos conseqüentes. Muito embora só se possa definir a função reforçadora de um evento ambiental a partir da função que ele exerce sobre o comportamento do indivíduo, tem-se como definição que o 'reforço positivo' representa um evento que aumenta a probabilidade futura da resposta que o produz, tanto quanto um 'reforço negativo' representa um evento que aumenta a probabilidade futura da resposta que o remove ou atenua (FURTADO, op.cit.).

3. A TERCEIRA GERAÇÃO: BEHAVIORISMO SOCIAL

Concordando com a idéia de que "as revoluções são feitas, geralmente, contra os grupos que estão no poder" mas discordando, contudo, de revolucionários extremistas que "demolem a velha ordem e não se preocupam em separar o que existe de certo e errado na mesma", Staats (1980) reivindica a sua posição de representante da 3a. geração de behavioristas, objetivando ultrapassar as duas gerações de behavioristas precedentes. Conforme diz ele, os dois movimentos anteriores caracterizam-se, justamente, pelo caráter extremista de seus programas.

Staats (1980) assevera que embora o programa de Watson tenha sido uma correção para os abusos da época, ele foi radical e por isso mesmo rejeitou importantes áreas de estudos, estendendo esta rejeição aos termos e métodos da introspecção. Da mesma forma, enfatiza o autor, a abordagem de Skinner

Manteve o extremismo da revolução original de Watson. Esta abordagem rejeita, sem maiores exames, os métodos, conceitos, princípios e observações das ciências sociais. Ele não elabora princípios que considerem a forma pela qual os seres humanos diferem dos animais. Não existe evidência de que o conhecimento social de qualquer outra espécie tenha sido sistematicamente formulado e tenha valor (...) significa, na prática, que qualquer outra coisa que não seja o condicionamento operante ou que não possa ser explicado como tal, incluindo muito do próprio behaviorismo, é rejeitado (ibid, p. 100-101)

Para Staats, uma característica fundamental da abordagem de Skinner e de seus seguidores é a de ser um sistema fechado. Trata-se, argumenta o autor, de um sistema restritivo e improdutivo, na medida em que a freqüência da resposta é o dado básico de Skinner e ele considera ser o único válido. E nesse sentido, enfatiza Staats (1980), Skinner "radicalizou o conflito entre o behaviorismo e as ciências humanísticas no que se refere à concepção de homem" (ibid p.102).

Igualmente, o behaviorismo de Watson, prossegue o autor, "fracassou porque não considerou as pesquisas do comportamento humano que seguiam outras orientações" (id.ibid).

Assim, Staats (1980) reivindica para a evolução do behaviorismo a integração e união de áreas do conhecimento, enfatizando a necessidade de "um paradigma que conduza à unidade todo esse esforço científico no estudo do homem", ou como diz ele "o que precisamos é de uma terceira geração de behaviorismo, o behaviorismo social" (ibid p.103). Em linhas gerais, os desenvolvimentos mais significativos do quadro conceitual da Teoria da Aprendizagem Social, que surgem a partir de Staats, englobam, dentre outros, os seguintes aspectos que passamos a discutir.

A primeira grande modificação introduzida foi o reconhecimento de que a análise do comportamento deve considerar os processos simbólicos, uma vez que a capacidade de utilizar a linguagem instrumentaliza a possibilidade de representação de eventos e de situar o presente com base em experiências passadas. Em decorrência, ao contrário das duas abordagens anteriores do behaviorismo, o interesse concentra-se na análise cuidadosa do pensamento e dos mecanismos que este utiliza para controlar a ação.

Uma Segunda inovação importante diz respeito "à concepção de comportamento como uma interação contínua e recíproca entre fatores ambientais, comportamentais e cognitivos" (DAVIS, s/d: 77).

Uma nova visão que se contrapõe à de Skinner que concebe o comportamento como uma via de mão única, ou seja, assujeitando o homem à ação do ambiente. Em contraste aos pressupostos deterministas das abordagens anteriores que tratam os homens como organismos meramente passivos a um constante bombardeio de estímulos ambientais, o behaviorismo social coloca em pauta a ênfase nos processos auto-regulatórios. Passa a vigorar um determinismo recíproco entre homem-ambiente. O homem é capaz de direcionar o curso da sua ação, isto é, transforma-se em um organismo ativo que é capaz de selecionar e organizar dentre os estímulos que determinam as suas respostas, aqueles que considera relevantes.

Uma terceira modificação é a noção de "aprendizagem através de modelação" que se refere à aquisição de conhecimentos e comportamentos novos por meio de observação. A característica fundamental dessa abordagem é a de que "grande parte da aprendizagem humana depende de processos perceptuais e cognitivos". Quer dizer, "o reforço direto da própria ação é apenas uma das variáveis que atuam o processo de aquisição de novos padrões de respostas" (ibid. p.79). Assim, as expectativas individuais independem de resultados produzidos pelas próprias ações, ou seja, as respostas às ações de outros são importantes para guiar o próprio comportamento.

Enfim, a noção de behaviorismo social caminha em direção a uma explicação do comportamento que leva em conta a interação homem-ambiente de uma forma mais ampla do que os programas das duas gerações do behaviorismo anteriores tentaram propor.

CONSIDEAÇÕES FINAIS

Neste trabalho, a nossa intenção consistiu em focalizar o Behaviorismo, procurando traçar as suas condições de emergência e transformações dentro da linha evolutiva da Psicologia. Em linhas gerais, abordamos as características dos três principais modelos de Behaviorismo: behaviorismo metodológico - que toma como base o realismo e cuja expressão máxima é Watson; behariorismo radical - que toma como base os princípios do pragmatismo e que tem como expressão máxima Skinner; e o behaviorismo social - que nasce com Staats, em oposição aos dois programas anteriores por considerá-los sistemas fechados e, portanto, reducionistas. Dessa forma, o behaviorismo é direcionado a uma concepção mais humanística do comportamento.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BAUM, W. Compreender o Behaviorismo. Artes Médicas, 1999.
DAVIS, C. Modelo da aprendizagem Social. In: RAPPAPOR, FIORI E DAVIS. Teorias do Desenvolvimento: conceitos fundamentais. V. 1. EPUD (?)
COLE, M.; SCRIBNER, S. introdução. In: VYGOTSKY, L.S. A formação Social da Mente. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
DESCARTES, R. Discurso do Método: regras para a direção do espírito. São Paulo: Martin Claret, 2000.
FURTADO, O; TEIXEIRA, M.L.T.; BOCK, A.M.B. Psicologias: uma introdução ao estudo da Psicologia. São Paulo: Saraiva, 1999
FREITAS, M.T.A. de. Vygotsky e Bakhtin: Psicologia e Educação: um intertexto. 4.ed. São Paulo: Ática, 2000
GABBI JR, O.F.. Leis, Regras e a Psicologização do Cotidiano. Departamento de Psicologia Experimental da USP; Depto. de Filosofia da UNICAMP - 1884
GUILHARDI, H.J. Palestra sobre o behaviorismo - proferida em 30/08/1988
KAHHALE, E.M.S.P; PEIXOTO, M.G.; GONÇALVES, M. da G.M. A produção do conhecimento nas revoluções burguesas: aspectos relacionados à questão metodológica. In, KAHAALE, E.M.S.P. (ORG) A diversidade da psicologia: uma construção teórica. São Paulo: Cortez, 2002
LURIA, A.R. Vigotskii. In: VIGOTSKII, L.S.; LURIA, A.R. LEONTIEV. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. 7.ed. São Paulo: Icone, 2001 p. 21-37
MATOS, M.A. Com que o behaviorismo radical trabalha? (USP)
SANTOS, BOAVENTURA DE SOUZA. Um discurso sobre as ciências. 9.ed. Ed. Afrontamento, 1997
SKINNER, B.F. Sobre o behaviorismo. São Paulo: Ed. Cultrix, 1974
STAATS, A.W. Behaviorismo social: uma ciência do homem com liberdade e dignidade. In: Arquivos brasileiros de psicologia 32(4): 97-116, 1980

[1] Trabalho apresentado em 2003, para a disciplina "Desenvolvimento e Aprendizagem", ministrada pelo Prof. Dr. Sérgio Leite, na Faculdade de Educação da Unicamp.



quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Necessidades do nosso corpo regidas pela seqüência das horas

DESPERTAR das 7hs às 8hs

Quem gosta de acordar tarde já começa o dia em desvantagem.
À partir das 6h, o corpo produz um hormônio que faz acordar, o cortisol.
Entre 7h e 8h, a taxa de cortisol no corpo atinge a concentração máxima.
Essa faixa de horário é ideal para acordar com facilidade e com o pé direito.

ATENÇÃO:
Voltar a dormir é um erro; por volta das 9h o corpo começa a produzir endorfinas (analgésicos naturais) que encorajam um sono pesado do qual será difícil sair sem dor de cabeça ou mau-humor.


PRAZER das 9hs às 10hs

A hora certa para as folias amorosas, já que a taxa de serotonina (neuro-transmissor ligado ao prazer) está em seu apogeu.
O prazer experimentado só será aumentado.
Por outro lado, também é a hora de marcar uma consulta ao dentista: as endorfinas, que também estão em alta nesse horário, funcionam como anestésicos naturais.

TRABALHO das 10hs às 12hs

O estado de vigilância atinge o seu pico e a memória de curto prazo(que guarda coisas como um número de telefone que olha na lista, é retido por alguns segundos e esquecido na seqüência) está mais ativa.
Depois que as endorfinas presentes entre 9hs e 10hs desaparecem, o organismo atinge a sua velocidade ideal. É o momento certo para refletir, discutir idéias e encontrar inspiração.

DESCANSO das 13hs às 14 hs

A moleza que dá depois do almoço não se deve unicamente à digestão, mas também a uma queda de adrenalina que acelera o ritmo cardíaco.
Para retomar a disposição, basta uma sesta de 20 minutos.

MOVIMENTO das 15hs às 16hs

A forma física encontra o seu apogeu no meio da tarde, ao mesmo tempo em que a capacidade intelectual diminui. Como não há produção de hormônios específicos nesse horário, os cronobiologistas ainda não encontraram uma explicação para o fato.

RUSH das 18hs às 19hs

A partir das 18h, o organismo fica particularmente vulnerável à poluição e ao monóxido de carbono. Convém então limitar o consumo de cigarros e evitar se possível, os engarrafamentos. Também é nesse horário que a atividade intelectual e o estado de vigilância atingem um novo pico, hora certa de mandar as crianças fazerem a lição de casa, por exemplo.

RISCO de PILEQUE das 20hs às 21hs

Se esse horário costuma coincidir com o aperitivo de antes do jantar.
É bom saber que é também o momento em que as enzimas do fígado estão menos ativas, o que faz com que se fique bêbado bem mais rápido.

Evite tomar bebidas alcoolicas!

SONO à partir das 20hs...

A melatonina (hormônio do sono) invade progressivamente o corpo a partir das 18h. Mas é às 20h que aparece o primeiro momento ideal para dormir, sucedido por outros iguais a cada duas horas. Para ajudar a cair no sono, fazer amor é uma excelente idéia: o prazer sexual desencadeia a secreção de endorfinas no cérebro, favorecendo o adormecimento.

REGENERAÇÃO das 21hs a 1h

Esta fase do sono é muito importante porque coincide com o pico da produção do hormônio do crescimento, indispensável para a renovação das células e a recuperação física. Esse hormônio permite que os conhecimentos adquiridos na véspera sejam armazenados no cérebro.

Fonte: Yvan Touitou, Médico Cronobiologista da Faculdade de Medicina Pitié-Salpêtrière – FRANÇA.

O fantasma da DR (Relação)

Fuja do estereótipo da “chata” assim como ele foge da popular proposta de “discutir a relação”.

Qual o limite entre a conversa e a neura?
Nós contamos


Alessandra Siedschlag e Ana Paula Xavier

É batata: basta ele ouvir a frase “a gente precisa conversar” ou suas variantes que a gente consegue ver no olho dele o medo, o pavor e o enfado de ter que passar por outra sessão do que ele mais detesta na vida: a DR, a famosa “discussão de relacionamento”.

Não adianta tentar usar de eufemismos ou vocativos carinhosos, como “Amorzinho, vamos falar um pouco?”. No fundo, ele sente que é a mesma coisa e que lá vem chumbo grosso.

Engolir o que a gente quer falar também não é a saída. Estamos em uma encruzilhada?
Não necessariamente.


Luiz Alberto Py, psiquiatra e psicanalista do Rio de Janeiro, ensina que uma boa conversa começa com a descoberta do que, exatamente, a gente quer. “A gente tem que se perguntar qual a nossa intenção com essa conversa. O que a gente pretende com ela. O que a gente pretende informar, e o que quer perguntar. Só assim conseguiremos nos preparar para a conversa em si”, diz Luiz Alberto.

O segundo passo, segundo o psiquiatra, é estar atenta: a conversa não tem que acontecer na hora em que dá vontade, mas sim no momento oportuno. Deixe toda a raiva / frustração / paixão para lá na hora do diálogo. “A tônica tem que ser a razão, e não a emoção. É a minha razão que vai estar em contato com o parceiro”, ensina ele.

Marcio Eustáquio de Castro Linhares, psicólogo com especialização em sexologia, concorda.

“O dedo em riste é uma coisa que perfura a sua alma. Se você encosta o parceiro na parede, ele não tem como recuar. Se ele não recua, ele se sente ferido. Para se defender, ele ataca. E aí os dois se perdem”, diz ele. Essa história da razão versus a emoção é nossa velha conhecida. Obviamente isso não quer dizer que a gente tem que parar de sentir o que sente.

A questão, aqui, é a forma de abordar a conversa. Luiz Alberto diz: “Se eu quero conversar bem com um japonês, melhor eu falar em japonês, e não em português, sob o risco de eu não ser compreendido totalmente. Então, se eu quiser conversar com um homem, melhor falar sobre o alicerce da razão – a gente sempre tem que buscar a linguagem mais acessível para o interlocutor”. Outra forma de se fazer entender é fazer sempre o exercício da empatia.

Marcio ensina: “Se você acha que lhe falta atenção, coloque a questão de forma empática: ‘Amor, você acha que eu tenho te dado toda a atenção que você quer / precisa / merece?’. Nessa hora, ele vai ter que refletir, antes de responder. E, depois da resposta, você pode estender a conversa: ‘E como você acha que eu estou sentindo isso? Às vezes eu sinto que me falta um pouco da sua atenção’, e por aí vai.

O exercício da empatia integra as pessoas na experiência. É simples. Se você pergunta “Você gosta de mim?”, a resposta vai vir automaticamente: “Sim”. Se você pergunta: “Quais as razões para a gente se dar bem?”, ele vai parar pra refletir. “E aí a base do afeto fica referenciada”, explica o psicólogo.

E por que essa carga tão pejorativa, atualmente, sobre a questão da discussão do relacionamento?

Marcio é da opinião de que nossa vida num mundo urbano, caótico, só piora esse estereótipo pesado: “Para tudo a gente precisa ter um rótulo, uma marca. O que é a tal DR? Nada além do mais puro diálogo que, sob o peso do contexto negativo enfocado pela mídia, nos torna usuários de um produto que a gente acha que não conhece, que a gente não aceita. Voltemos à simplicidade! Uma taça de vinho e um bom papo – essa é a receita para aquela conversa gostosa voltar a existir na vida do casal”, ensina Marcio.

Um brinde ao bom diálogo, então. Conselhos de amigo. Dicas de Luiz Alberto Py e Marcio Linhares para o bom diálogo:

1. Pergunte-se, sempre, qual a sua intenção com a conversa: o que você quer dizer e o que você quer perguntar. Estes são os dois pilares básicos do diálogo.

2. Encontre um momento em que os dois estejam relaxados. Não adianta conversar na hora de ele ir para o trabalho.

3. Tudo bem conversar na cama, antes ou depois do sexo. Se depois do sexo ele costuma dormir, converse antes.

4. Tenha em mente que não é uma discussão, não é um confronto, não se trata de quem tem razão. É uma simples conversa.

5. Tranque a emoção pra fora da conversa. No quarto, só vocês três: você, ele e a razão. Ponto.

6. Faça o exercício da empatia: “O que você sentiria se...”, “Como você se sente”, “O que você acha...”. Tudo vai ficar mais fácil.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Os reflexos na vida humana - Greg Braden


Greg Braden assinala que as mudanças na Terra estarão afetando cada vez mais nossos padrões de sono, relacionamentos, a habilidade de regular o sistema imunológico e a percepção do tempo. Tudo isso pode envolver sintomas como enxaquecas, cansaço, sensações elétricas na coluna, dores no sistema muscular, sinais de gripe e sonhos intensos.

Ele associa uma série de conceitos de ordem esotéricos aos processos geológicos e cosmológicos relacionados ao Ponto Zero. Para Braden, cada ser humano está vivendo um intenso processo de iniciação.

O tempo parecerá acelerar-se à medida que nos aproximarmos do Ponto Zero, em função do aumento da freqüência vibratória do planeta: 16 horas agora equivaleriam a um dia inteiro, ou seja, 24 horas.

Durante o fenômeno da mudança, aponta ele, a maior parte de tecnologia que conhecemos deverá parar de operar. Possíveis exceções poderiam ser em aparelhos com tecnologia baseada no ''Ponto Zero'' ou Energia Livre.

A inversão causada pelo Ponto Zero provavelmente nos introduzirá à Quarta Dimensão, diz o geólogo, então tudo que pensarmos ou desejarmos vai se manifestar instantaneamente. Isto inclui amor e medo. Daí que a intenção passará a representar um papel de suma importância na vida humana. Um novo DNA

Para Braden, nosso corpo físico vem mudando à medida que nos aproximamos do Ponto Zero. Nosso DNA estaria sendo ampliado para doze (12) fitas em sua hélice, ao mesmo tempo em que um novo corpo de luz começaria a ser criado. Em conseqüência: nos tornaríamos mais intuitivos e com maiores habilidades curativas.

Ele afirma também que todas as doenças dos anos 90, incluindo a AIDS, desaparecerão.

Nossos olhos ficariam como os do gato, para se ajustarem à nova atmosfera e nível de luz. E todas as crianças nascidas depois de 1998 provavelmente terão capacidades telepáticas.

O Calendário Maia destaca Braden, predisse todas as mudanças que estão ocorrendo agora. Os seus textos afirmam que estamos indo além da tecnologia e voltando aos ciclos naturais: os da Terra e os do Universo.

Por volta de 2012 estaríamos então entrado na Quinta Dimensão (depois do salto para a Quarta Dimensão, que deverá ocorrer no próprio Ponto Zero). O que é Ressonância Schumann

Acredite ou não, a Terra comporta-se como um enorme circuito elétrico. É verdade que a atmosfera é um condutor bastante fraco e se, não houvessem fontes de carga, toda a carga elétrica terrestre se disseminaria em cerca de dez (10 )minutos.

Existe uma ''cavidade'' definida pela superfície do planeta e o limite interior da ionosfera 55 km acima. Em qualquer momento dado, a carga presente nesta cavidade é de 500.000 C (Coulumbs). Existe uma corrente de fluxo entre o chão e a ionosfera de 1 a 3* 10- 12 A (Ampéres) por metro quadrado. A resistência da atmosfera é de 200 W (Ohms). O potencial de voltagem é de 200.000 V (Volts).

Aproximadamente 1.000 tempestades luminosas acontecem a todo o momento no mundo. Cada uma produz de 0,5 a 1 A (Ampére), e elas, juntas, contribuem para a medida total do fluxo da corrente na ''cavidade eletromagnética'' da Terra.


As Ressonâncias de Schumann são ondas eletromagnéticas quase estáticas que existem nesta cavidade. Como ondas de uma mola, elas não estão presentes o tempo inteiro, e sim têm de ser estimuladas para serem observadas. Elas não são causadas por nada que acontece no interior da Terra, sua crosta ou seu núcleo.

Parecem estar relacionadas à atividade elétrica na atmosfera, particularmente em períodos de intensa atividade luminosa. Elas ocorrem em diversas freqüências entre 6 e 50 ciclos p/s; especificamente 7, 8, 14, 20, 26, 33, 39 e 45 Hertz, com uma variação diária de cerca de 0,5 Hertz. Manchas solares

Enquanto as propriedades da cavidade eletromagnética da Terra permanecem as mesmas, estas freqüências também permanecem inalteradas. Presumivelmente, há uma mudança devida ao ciclo da mancha solar, já que a ionosfera da Terra responde ao ciclo de 11 anos de atividade solar.

Ressonâncias de Schumann são mais facilmente observadas entre 2.000 e 2200 UT. Tendo em vista que a atmosfera suporta uma carga, uma corrente e uma voltagem, não é surpreendente encontrar tais ondas eletromagnéticas.

As propriedades ressonantes desta cavidade terrestre foram previstas inicialmente pelo físico alemão W. Schumann entre 1952 e 1957, e detectadas pela primeira vez por Schumann e Konig em 1954.

A primeira representação espectral desse fenômeno foi preparada por Balser e Wagner em 1960. Muito da pesquisa, nos últimos 20 anos, foi conduzida pela Marinha norte-americana, que investiga freqüências extremamente baixas de comunicação com submarinos.

Quem deseja mais informações técnicas, pode buscar o Handbook of Atmospheric Electrodynamies, vol, 1, de Hans Volland (CRC Press,1995). O capítulo 11 inteiro é sobre a Ressonância de Schumann, tendo sido escrito por Davis Campbel, do Instituto Geofísico da Universidade do Alaska. ''Ao entardecer dizeis: haverá bom tempo porque o céu está rubro. E pela manhã: hoje haverá tempestade porque o céu está vermelho escuro. Hipócritas! Sabeis portanto discernir os aspectos do céu, e não podeis reconhecer os Sinais dos Tempos?'' - MATEUS – XVI, 2,24.

De autor incógnito escrito em 82, mas mostra o perfil atual do humanidade. Observa-se, por toda a face da Terra, significativos sinais de uma grande mudança!

Toda a humanidade se encontra num estado de ''tensão'' e ''expectativa''. Expectativa de quê? ninguém sabe ao certo, mas é um fato e ela existe, como bem o demonstra a insegurança pública.
Os mais céticos, afirmam ser devido à contingente situação atual da sociedade mundial. Alguns sociólogos afirmam ser devido às armas nucleares, ao chamado ''equilíbrio do terror'', cujo arsenal nuclear é suficiente para destruir todo o planeta mais de uma centena de vezes.
Já os ocultistas afirmam que estes ''sintomas planetários sociais'' são o ''Inconsciente Coletivo'' prognosticando uma terrível e implacável seleção ou separação do trigo do joio, proveniente de um grande ''Julgamento Cíclico''.

Em verdade, contudo, podemos apenas afirmar que: ''Os tempos esperados já chegaram'' e que pouco importa se os homens estejam ou não conscientes disto.

Ademais, o real conhecimento da Causa que tanta repercussão vem fazendo refletir na insegura humanidade, pertence somente àqueles que se fizeram dignos de tais revelações.

Já um certo discípulo teve ocasião de dizer: ''Quatro círculos concêntricos se apresentam atualmente para definirem a evolução espiritual dos seres que habitam a face da Terra: o 1º, ou externo, é formado pelos ''irremediavelmente perdidos'' ou seja, aqueles que se defrontaram com o dantesco portal onde se lê ainda as seguintes palavras: LASCIATE OGNI SPERANZA, O VOI CH'ENTRATE. Sim, para estes, foram perdidas todas as esperanças;

O 2º, ''dos ''prováveis'', ou aqueles que lutam como: RARINANTES IN GURGITE VASTO (raros náufragos nadando num vasto abismo), para se salvarem da grande tribulação do presente ciclo, que a tudo e a todos ameaça destruir;

O 3º círculo, é formado pelos já redimidos ou salvos, ou seja, aqueles que passaram por todas as provas dolorosas da vida e delas saíram vitoriosos;

Finalmente, o 4º grupo, formado pelos guias ou instrutores da humanidade. Os que se acham ocultos no interior do templo dedicado ao culto de Melkitsedek, e que outro não é senão o da Universidade Eucarística, o GRAAL de todos os Graals, sintetizados na Fraternidade Universal da Humanidade.

Estes últimos seres a que se refere a citação acima, muito bem sabem o que há de suceder num futuro próximo e muito mais. Sabem ainda a razão porque a divindade manifestar-se-á como a ''Face Rigorosa'' (em lugar da amorosa) do Eterno e Soberano Senhor dos Universos.

De qualquer forma, para os cegos de espírito, que obstinadamente negam este futuro óbvio, eis os conselhos do sábio Sacerdote Atlante RA-UM. ''Quando a estrela BAAL caiu no lugar, onde hoje só existe mar e céu, os dez países, com suas Portas de Ouro e Templos Transparentes, tremeram e estremeceram como se fossem as folhas de uma árvore sacudida pela tormenta.

Eis que uma nuvem de fogo e fumaça se elevou dos palácios. Os gritos de horror lançados pela multidão enchiam o ar. Todos buscavam refúgio nos templos, nas cidades, e o sábio UM apresentando-se, lhes falou: ''Não vos predisse eu todas essas coisas?'' Os homens e mulheres cobertos de custosas vestes e pedras preciosas clamavam: ''UM, salva-nos!'' Ao que replicou UM: ''Morrereis com vossos escravos, vossas riquezas, e de vossas cinzas surgirão outros povos. Se eles, porém, vos imitarem, esquecendo-se de que devem ser superiores, não pelo que adquirirem, mas pelo que oferecerem, a mesma sorte lhes caberá. O mais que posso fazer é justamente morrer convosco. Não tiveste dignidade para viver tenham pelo menos dignidade para morrer''.

As chamas e o fumo afogaram as últimas palavras de UM que, de braços abertos para o ocidente desapareceu nas profundezas do oceano com 64 milhões de habitantes do imenso continente.

O parágrafo abaixo se refere a dados, a mim enviado, relativos à última anotação sobre a freqüência de Schumann (09.03.2002): Com relação a aceleração da freqüência planetária tivemos a felicidade de saber que ela acelerou mais um pouco no último sábado (passou de 28 para 27 ciclos e quanto mais baixa menor o tempo e mais facilidade de contato com os seres).

Assim nosso tempo, que até 1971 correspondia a 24 horas, atualmente está em menos de 12 horas por dia... A sensação psico-mental é de que 12 h é equivalente a 24h. Daí muitos dizerem "O tempo está passando mais rápido, não sobra tempo para nada."

Guinada magnética ''move'' o Pólo Norte - Jonathan Leake (The Sunday Times)

Buracos no campo magnético do planeta sugerem que os pólos podem ''trocar'' de lugar

LONDRES - O Pólo Norte está de mudança. Cientistas encontraram grandes buracos no campo magnético da Terra, sugerindo que os Pólos Norte e Sul estão se preparando para trocar de posição, numa guinada magnética. Um período de caos poderia ser iminente, no qual as bússolas não mais apontariam para o Norte, animais migratórios tomariam o rumo errado e satélites seriam queimados pela radiação solar. Os buracos estão sobre o sul do Atlântico e do Ártico. As mudanças foram divulgadas depois da análise de dados detalhados do satélite dinamarquês Orsted, cujos resultados foram comparados com dados coletados antes por outros satélites.

A velocidade da mudança surpreendeu os cientistas. Nils Olsen, do Centro para a Ciência Planetária da Dinamarca, um dos vários institutos que analisam os dados, afirmou que o núcleo da Terra parece estar passando por mudanças dramáticas.

''Esta poderia ser a situação na qual o geodínamo da Terra opera antes de se reverter'', diz o pesquisador.

O geodínamo é o processo pelo qual o campo magnético é produzido: por correntes de ferro derretido fluindo em torno de um núcleo sólido. Às vezes, turbilhões gigantes formam-se no metal líquido, com o poder de mudar ou mesmo reverter os campos magnéticos acima deles.

A equipe de Olson acredita que turbilhões se formaram sob o Pólo Norte e o sul do Atlântico. Se eles se tornarem fortes o bastante, poderão reverter todas as outras correntes, levando os pólos Norte e Sul a trocar seus lugares.

Andy Jackson, especialista em geomagnetismo da Universidade de Leeds, Inglaterra, disse que a mudança está atrasada: ''Tais guinadas normalmente acontecem a cada 500 mil anos, mas já se passaram 750 mil desde a última.''

Impacto

A mudança poderia afetar tanto os seres humanos quanto a vida selvagem. A magnetosfera fornece proteção vital contra a radiação solar abrasadora, que de outro modo esterilizaria a Terra.

A magnetosfera é a extensão do campo magnético do planeta no espaço. Ela forma uma espécie de bolha magnética protetora, que protege a Terra das partículas e radiação trazidas pelo ''vento solar''.

O campo magnético provavelmente não desapareceria de uma vez, mas ele poderia enfraquecer enquanto os pólos trocam de posições.
A onda de radiação resultante poderia causar câncer, reduzir as colheitas e confundir animais migratórios, das baleias aos pingüins. Muitas aves e animais marinhos se guiam pelo campo magnético da Terra para viajar de um lugar para outro. A navegação por bússola se tornaria muito difícil. E os satélites - ferramentas alternativas de navegação e vitais para as redes de comunicação - seriam rapidamente danificados pela radiação.

O ponto zero e a mudança das eras do calendário Maia

Profecias ancestrais e diversas tradições indígenas anteviram o fenômeno. Mas agora para surpresa de muita gente, é a própria ciência que começa a reconhecer importantes mudanças no campo magnético e na freqüência vibratória da Terra.

O ápice do processo, que segundo alguns especialistas, deverá ocorrer em alguns anos provavelmente provocará a inversão do sentido da rotação do nosso planeta e também a inversão dos pólos magnéticos.

O texto que o Guia Lótus agora veicula é baseado nas informações que enfoca o trabalho do geólogo norte-americano Greg Braden, maior estudioso do fenômeno.

Braden trabalha a partir da interface ciência-esoterismo e é autor do livro "Awakening to Zero Point " (Despertando para o Ponto Zero – ainda não traduzido para o português) e de um vídeo de quatro horas sobre o fenômeno e suas possíveis conseqüências para a humanidade.

Greg Braden está constantemente viajando pelos Estados Unidos e marcando presença na mídia demonstrando com provas científicas que a Terra vem passando pelo Cinturão de Fótons e que há uma desaceleração na rotação do planeta. Ao mesmo tempo, ocorre um aumento na freqüência ressonante da Terra (a chamada Ressonância de Schumann).

Quando a Terra perder por completo a sua rotação e a freqüência ressonante alcançar o índice de 13 ciclos, nós estaremos no que Braden chama de Ponto Zero do campo magnético.

A Terra ficará parada e, após dois ou três dias, recomeçará a girar só que na direção oposta. Isto produzirá uma total reversão nos campos magnéticos terrestres.
Freqüência de base crescente

A freqüência de base da Terra, ou ''pulsação'' (chamada Ressonância de Schumann, ou RS), está aumentando drasticamente. Embora varie entre regiões geográficas, durante décadas a média foi de 7 e 8 ciclos por segundo. Esta medida já foi considerada uma constante; comunicações globais militares foram desenvolvidas a partir do valor desta freqüência. Recentes relatórios estabeleceram a taxa num índice superior a 11 ciclos.

A ciência não sabe porque isso acontece – nem o que fazer com essa situação. Greg Baden encontrou dados coletados por pesquisadores noruegueses e russos sobre o assunto – que, por sinal, não é amplamente tratado nos Estados Unidos.

A única referência à RS encontrada na Biblioteca de Seattle está relacionada à meteorologia: a ciência reconhece a RS como um sensível indicador de variações de temperatura e condições amplas de clima.

Braden acredita que a RS flutuante pode ser fator importante no desencadeamento das severas tempestades e enchentes dos últimos anos.
Campo magnético decrescente

Enquanto a taxa de ''pulsação'' está crescendo, seu campo de força magnético está declinando. De acordo com professor Banerjee, da Universidade do Novo México – EUA, o campo reduziu sua intensidade à metade, nos últimos quatro (4) mil anos. E como um dos fenômenos que costuma preceder a inversão do magnetismo polar é a redução deste campo de força, ele acredita que outra inversão deve estar acontecendo.

Braden afirma, em função disso, que os registros geológicos da Terra que indicam inversões magnéticas também assinalam mudanças cíclicas ocorridas anteriormente. E, considerando a enorme escala de tempo representada por todo o processo, devem ter ocorrido muito poucas dessas mudanças ao longo da história do planeta.

Impacto sobre o Planeta

Greg Braden costuma afirmar que estas informações não devem ser usadas com o objetivo de amedrontar as pessoas.
Ele acredita que devemos estar preparados para as mudanças planetárias, que irão introduzir uma Nova Era de Luz para a humanidade: iremos além do dinheiro e do tempo, com os conceitos baseados no medo sendo totalmente dissolvidos.

Braden lembra que o Ponto Zero ou a Mudança das Eras vem sendo predito por povos ancestrais há milhares de anos. Têm acontecido ao longo da história do planeta muitas transformações geológicas importantes, incluindo aquelas que ocorrem a cada treze (13) mil anos, precisamente na metade dos vinte e seis (26) mil anos de Precessão dos Equinócios.

O Ponto Zero ou uma inversão dos pólos magnéticos provavelmente acontecerá logo, acredita Braden. Poderia possivelmente sincronizar-se com o biorritmo de quatro (4) ciclos da Terra, que ocorre a cada vinte (20) anos, sempre no dia 12 de Agosto. A última ocorrência foi em 2003.

Afirma-se que depois do Ponto Zero o sol nascerá no oeste e se porá no leste. Ocorrências passadas, deste mesmo tipo de mudança, foram encontradas em registros ancestrais.

Aprenda a elevar seu ponto de atração - Bruno J. Gimenes


Seu ponto de atração é o seu estado de espírito ou sua vibração pessoal. Quando nos tornamos conscientes do nosso poder criador e percebemos que tudo que existe em nossa vida fomos nós quem atraímos por nossa vibração, passamos a compreender profundamente a nossa responsabilidade. Principalmente, começamos a entender o sentido profundo da expressão "Orai e Vigiai".

Os sentimentos de raiva, medo, ciúme, inveja, orgulho e estresse são conhecidos como negativos exatamente porque rebaixam o nosso ponto de atração (estado de espírito). Já o amor, a compaixão, paciência, tolerância, felicidade e confiança, são conhecidos como positivos porque elevam nosso estado de espírito.

Claro que não é tarefa fácil manter nossa energia em alta. Quem é que não encontra durante um dia, em sua rotina, inúmeras situações desagradáveis, que produzem emoções densas e perturbadoras? Contudo, sabemos que nosso foco nessas emoções rebaixará nosso ponto de atração que, por consequência, atrairá mais e mais desses acontecimentos de mesmo padrão.

Sempre que você sentir amor, elevará seu ponto de atração (estado de espírito) para o topo da escala, da mesma forma, sempre que a raiva surgir, moverá no sentido negativo da escala.

E você pode estar dizendo: "mas é muito difícil controlar as emoções, é muito complicado encontrar equilíbrio nos dias de hoje". Sim, todos sabemos que não é tarefa fácil, todavia é possível. Experimente fazer a sua parte com disciplina e verá que muita coisa vai mudar na sua vida. Simplesmente pelo fato de que você, na tentativa de conquistar objetivos, precisa elevar-se na escala das vibrações e, quando isso acontece, além de manifestar seus sonhos, você se transformará em uma pessoa muito melhor. Assim é a lei!

Portanto, o que fazer, de forma prática, quando os conflitos surgem? Precisamos aprender a contornar nossos sentimentos. Sabendo que a energia sempre fluirá para o foco de nossas atenções, jamais devemos nos concentrar no que não queremos ou não gostamos. Vamos aos exemplos.

Exemplo:

"Não suporto mais o meu chefe. Não consigo mais conviver com ele. Ele é uma pessoa insuportável."

Comentários:

É normal nesses casos a pessoa comentar com seus familiares, cônjuges, amigos e falar o tempo inteiro sobre o assunto que lhe incomoda. Contam, e reclamam, e tornam a comentar. Os anos passam, o chefe vai ficando pior, a situação se torna insustentável.

Não estamos aqui dizendo que o chefe não é uma pessoa difícil, é possível que seja realmente. Mas perguntamos: que realidade uma pessoa dessas está construindo? O que ela está fazendo para contornar a situação?

Nada. Pelo contrário, ela está aumentando o problema, alimentando as questões das quais não gosta ou não concorda, pelo simples fato de falar, sentir e reclamar, abastecendo ciclicamente a situação conflitante com essa energia de reclamação e negatividade.

Escutamos todos os dias as pessoas dizerem: "mas ele me fez isso - fui prejudicada e passada para trás - sou inocente - não merecia isso!"

Não existem vítimas e pronto! Você já sabe disso.

Mude o foco. Passe a aumentar a energia das qualidades que deseja que o chefe tenha.

Exemplo de pensamentos adequados para elevar o ponto de atração:

- Acho que meu chefe está com muitas atribuições e não está conseguindo dar conta do trabalho (sentimento de compaixão, solidariedade - positivo na escala);

- Meu chefe é uma pessoa que coordena muitas pessoas ao mesmo tempo. Nossa empresa vem crescendo graças ao empenho dele. Mesmo ele sendo alguém difícil de lidar, posso dizer que ele é muito competente ( sentimento de admiração - positivo na escala);

- Sei que não é fácil aceitar seu jeito de liderar, mas vou tentar compreender a posição dele e fazer a minha parte (sentimento de paciência - positivo na escala);

- Tenho certeza de que se eu fizer bem feita a minha parte e dar apoio a ele, tudo poderá mudar em pouco tempo. No fundo, sinto que ele é alguém carente e que pode estar confuso (sentimento de compreensão - positivo na escala);

- Tenho muito o que agradecer a esse trabalho. Sei que os problemas surgem, mas também identifico nos conflitos a necessidade que eu tenho de evoluir constantemente. Sei que atraio todas as situações e que sou o criador da minha realidade. Se algo vai mal, fui eu quem provoquei. Agora resta mudar meu estado de espírito através de novas atitudes (sentimento de gratidão - positivo na escala);

- Refletindo mais, me considero feliz e grato por ter consciência de que sou o criador da minha realidade. Fico muito contente em saber que posso construir uma nova experiência a cada dia, e que eu sou o principal responsável por tudo que me acontece. Sinto-me alegre em saber que sempre que me dedico com amor e persistência, transformo minha vida em uma realidade de sonhos. É isso o que eu quero agora!

Comentários:
Nesse momento, seu ponto de atração subiu muito e a pessoa contorna a vibração negativa. Em pouco tempo, o chefe, antes foco de todas as reclamações e críticas, com certeza manifestará uma outra atitude, bem como a pessoa também será mais feliz e viverá em harmonia com a situação.
Percebam que não estamos ignorando o problema, apenas mudando o foco para que a energia se expanda em outra direção, prezando pela harmonia e bem-estar.

VAMOS AGIR? Algumas dicas para fazer agora, já!!! - Faça uma lista de pelo menos duas situações as quais você está em conflito, que lhe deixem infeliz ou em sofrimento. Escreva livremente, desabafe no papel!

- Agora, para cada situação conflitante, faça uma lista de pelo menos quatro pensamentos adequados para elevar o ponto de atração, conforme os exemplos acima.

- Tenha disciplina. Sempre que o problema surgir na sua mente, leia a lista de pensamentos adequados para elevar o ponto de atração do sentimento conflitante. Com isso você focará sua energia na direção dos desejos que você tem e logo mudará a sua realidade.

Importante:
- Sempre que surgirem em sua mente situações conflitantes, lembre-se de imediatamente encontrar pensamentos que elevem seu poder de atração. Se você fizer bem feita a sua parte, fará uma revolução em sua vida, pois essa é uma prática muito poderosa.

por Bruno J. Gimenes - sintonia@luzdaserra.com.br

Os 7 passos para a superação do controle do EGO

1. Pare de se sentir ofendido.
O comportamento de outras pessoas não é motivo para se sentir imobilizado.
Existe a ofensa apenas quando você se enfraquece.
Se procurar por situações que o aborreça, as encontrará em cada esquina.
É o ego no controle convencendo você que o mundo não deveria ser do jeito que é.
Mas é possível tornar-se um observador da vida e alinhar-se com o Espírito da Criação universal.
Não se alcança o poder da intenção sentindo-se ofendido.
Procure erradicar, de todas as formas possíveis, os horrores do mundo que emanam da identificação maciça do ego, e esteja em paz.
A paz está em Deus e você que é parte Dele só retorna ao lar em Sua paz.
O Ser está em Deus e você que é parte Dele só retorna ao lar em Sua paz.
Ficar ofendido cria o mesmo tipo de energia destrutiva que a princípio o feriu, e leva a agressão, ao contra-ataque e a guerra.

2. Abandone o querer vencer.
O ego adora nos dividir entre ganhadores e perdedores.
A busca pela vitória é a forma infalível de evitar o contato consciente com a intenção.
Por quê? Porque basicamente é impossível vencer sempre.
Algumas pessoas serão mais rápidas, mais sortudas, mais jovens, mais fortes e mais espertas que você e acabará se sentindo insignificante e sem valor diante delas.
Você não se resume as suas conquistas e vitórias.
Uma coisa é gostar de competir e se divertir num mundo onde vencer é tudo, mas não precisa ser assim em seus pensamentos.
Não há perdedores num mundo onde todos compartilham da mesma fonte de energia.
Só se pode afirmar que, em determinado dia, sua atuação esteve num certo nível comparada a outras.
Mas cada dia é diferente, com outros competidores e novas situações a serem consideradas.
Você continua sendo a infinita presença num corpo que está a cada dia ou a cada década, mais velho.
Pare com essa necessidade de vencer, não aceite o conceito de que o contrário de vencer é perder.
Esse é o medo do ego.
Se seu corpo não está respondendo de forma vencedora, não importa, significa que você não está se identificando unicamente com seu ego.
Seja um observador, perceba e aprecie tudo sem a necessidade de ganhar um troféu.
Esteja em paz e alinhe-se com a energia da intenção.
De forma inusitada, as vitórias aparecerão mais em seu caminho quanto menos as desejá-las.

3. Abandone o querer estar certo.
O ego é a raiz de muitos conflitos e desavenças porque o impulsiona julgar as pessoas como erradas.
Quando a pessoa é hostil, houve uma desconexão com o poder da intenção.
O Espírito de Criação é generoso, amoroso e receptivo; e livre de raiva, ressentimento ou amargura.
Cessar a necessidade de ter razão nas discussões e nos relacionamentos é como dizer ao ego:
"Não sou seu escravo. Quero me tornar generoso. Quero rejeitar a necessidade de ter razão.
Dê a oportunidade de se sentir bem dizendo a outra pessoa que ela está certa, e agradeça-a por lhe direcionar ao caminho da verdade".
Ao deixar de querer ter razão, você fortalece a conexão com o poder da intenção.
Mas fique atento, pois o ego é um combatente determinado.
Tenho visto pessoas terminarem lindos relacionamentos por apego a necessidade de estarem certas.
Preste atenção à vontade controlada pelo ego.
Quando estiver no meio de uma discussão, pergunte a si mesmo; "Quero estar certo ou ser feliz?"
Ao optar por ser feliz, amoroso e predisposto espiritualmente, a conexão com a intenção se fortalecerá.
Esses momentos expandem novas conexões com o poder da intenção.
A Fonte universal começará a colaborar com você para uma vida criativa ao qual foi predestinado a viver.

4. Abandone o querer ser superior.
A verdadeira nobreza não é uma questão de ser melhor que os outros.
É uma questão de ser melhor ao que você era.
Concentre-se em seu crescimento, consciente de que ninguém neste planeta é melhor que ninguém.
Todos nós emanamos da mesma força de vida criadora.
Todos temos a missão de realizar nossa pretendida essência, tudo que precisamos para cumprir nosso destino está ao nosso alcance.
Mas nada é possível quando nos sentimos superiores aos outros.
É um velho ditado e, todavia, verdadeiro: somos todos iguais aos olhos de Deus.
Abandone a necessidade de sentir-se superior, perceba a expansão de Deus em cada um.
Não julgue as pessoas pelas aparências, conquistas, posses e outros índices do ego.
Ao projetar sentimentos de superioridade retorna a você sentimentos de ressentimentos e até hostilidade.
Esses sentimentos são veículos que os levam para longe da intenção.
A distinção sempre leva a comparações.
Baseia-se na falta vista no outro, e se mantém pela procura e ostentação das falhas percebidas.

5. Deixe de querer ter mais.
O mantra do ego é "mais".
Ele nunca está satisfeito.
Não importa o quanto conquistou ou conseguiu, o ego insiste que ainda não é o suficiente.
Ele põe você num estado perpétuo de busca e elimina a possibilidade de chegada.
Na realidade, você já está lá e a forma que opta para usar esse momento presente da vida é uma escolha.
Ao cessar essa necessidade por mais, as coisas que mais deseja começam a chegar até você.
Sem o apego da posse, fica mais fácil compartilhar com os outros.
Você percebe o pouco que precisa para estar satisfeito e em paz.
A Fonte universal é feliz nela mesma, expande-se e cria vida nova constantemente.
Nunca obstrui suas criações por razões egoístas.
Cria e deixa ir.
Ao cessar a necessidade do ego de ter mais, você se unifica com a Fonte.
Como um apreciador de tudo que aparece, aprende a lição poderosa de São Francisco de Assis:
"É dando que se recebe".
Ao permitir que a abundância lhe banhe, você se alinha com a Fonte e deixa essa energia fluir.

6. Abandone a idéia de você baseado em seus feitos.
É um conceito difícil quando se acredita que a pessoa é o que ela realiza.
Deus compõe todas as músicas.
Deus constrói todos os prédios.
Deus é a fonte de todas as realizações.
Posso ouvir os egos protestando em alto e bom som.
Mas, vá se afinizando com essa idéia.
Tudo emana da Fonte!
Você e a Fonte são um só! Você não é esse corpo ou os seus feitos.
Você é um observador.
Veja tudo ao seu redor e seja grato pelas habilidades acumuladas.
Todo crédito pertence ao poder da intenção, o qual lhe fez existir e do qual você é uma parte materializada.
Quanto menos atribuir a si mesmo suas realizações, mais conectado estará com as sete faces da intenção, mais livre será para realizar e muito aparecerá em seu caminho.
Quando nos apegamos às realizações e acreditamos que as conseguimos sozinhos abandonamos a paz e a gratidão à Fonte.

7. Deixe sua reputação de lado.
Sua reputação não está localizada em você.
Ela reside na mente dos outros.
Você não tem controle algum sobre isso.
Ao falar para 30 pessoas, terá 30 imagens.
Conectar-se com a intenção significa ouvir o coração e direcionar sua vida baseado no que a voz interior lhe diz.
Esse é o seu propósito aqui.
Ao preocupar-se demasiadamente em como está sendo visto pelos outros, mostra que seu eu está desconectado com a intenção e está sendo guiando pelas opiniões alheias.
É o seu ego no controle.
É uma ilusão que se levanta entre você e o poder da intenção.
Não há nada a fazer, a não ser que você se desconecte da fonte de poder convencido de que seu propósito é provar o quão poderoso e superior é, desperdiçando sua energia na tentativa de obter uma reputação maior entre outros egos.
Faça o que fizer, guie-se sempre pela voz interior conectada e seja grato à Fonte.
Atenha-se ao propósito, desapegue-se dos resultados e assuma a responsabilidade do que reside dentro de você: seu caráter.
Deixe os outros discutirem sobre a sua reputação, isso não interessa.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Criando lacunas no fluxo de pensamentos - Eckhart Tolle

Sem elas, o pensamento se torna repetitivo, desprovido de inspiração, sem nenhuma centelha criativa - e é assim que ele é para a maioria das pessoas. Não precisamos nos preocupar com a duração dessas lacunas. Alguns segundos bastam. Aos poucos, elas irão aumentar por si mesmas, sem nenhum esforço de nossa parte. Mais importante do que fazer com que sejam longas é cria-las com frequencia para que nossas atividades diárias e nosso fluxo de pensamento sejam entremeados por espaços.

Certa ocasião alguém me mostrou a programação anual de uma grande organização espiritual. Quando a examinei, fiquei impressionado pela rica seleção de seminários e palestras interessantes. A pessoa me perguntou se eu poderia recomendar uma ou duas atividades. "Não sei, não. Todas elas me parecem muito interessantes. Mas eu conheço esta: tome consciencia da sua respiração sempre que puder, toda vez que se lembrar. Faça isso durante um ano e terá uma experiência transformadora bem mais forte do que a participação em qualquer uma dessas atividades. E é de graça."

Tomar consciência da respiração faz com que a atenção se afaste do pensamento e produz espaço. É uma maneira de gerar consciência. Embora a plenitude da consciência já esteja presente como o não-manifestado, estamos aqui para levar a consciência a essa dimensão.

Tome consciência da sua respiração. Observe a sensação do ato de respirar. Sinta o movimento de entrada e saída do ar ocorrendo em seu corpo. Veja como o peito e o abdomen se expandem e se contraem ligeiramente quando você inspira e expira. Basta uma respiração consciente para produir espaço onde antes havia a sucessão initerrupta de pensamentos.

Uma respiração consciente (duas ou três seria ainda melhor) feita muitas vezes ao dia é uma maneira excelente de criar espaços em sua vida. Mesmo que você medite sobre sua respiração por duas horas ou mais, o que é uma prática adotada por algumas pessoas, uma respiração basta para deixa-lo consciente. O resto são lembranças ou expectativas, isto é, pensamentos.

Na verdade, respirar não é algo que façamos, mas algo que testemunhamos. A respiração acontece por si mesma. Ela é produzida pela inteligência inerente ao corpo. Portanto, basta observá-la. Essa atividade não envolve nem tensão nem esforço. Além disso, note a breve suspensão do fôlego - sobretudo no ponto de parada no fim da expiração - antes de começar a inspirar de novo. Muitas pessoas tem a respiração curta, o que não é natural. Quanto mais tomamos consciência da respiração, mais sua profundidade se estabelece sozinha.

Como a respiração não tem forma própria, ela tem sido equiparada ao espírito - a Vida sem uma forma específica - desde tempos ancestrais. "O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou-lhe nas narinas um sopro de vida; e o homem se tornou um ser vivente." A palavra alemã para respiração - atmen - tem origem no termo sânscrito Atman, que significa o espírito divino que nos habita, ou o Deus interior.

O fato de a respiração não ter forma é uma das razões pelas quais a consciência da respiração é uma maneira eficaz de criar espaços na nossa vida, de produzir consciência. Ela é um excelente objeto de meditação justamente porque não é um objeto, não tem contorno nem forma. O outro motivo é que a respiração é um dos mais sutis e aparentemente insignificantes fenômenos, a "menor coisa", que, segundo Nietzsche, constitui a "melhor felicidade". Cabe a você decidir se vai ou não praticar a consciência da respiração como verdadeira meditação formal. No entanto, a meditação formal não substitui o empenho em criar a consciência do espaço na sua vida cotidiana.

Ao tomarmos conciência da respiração, nos vemos forçados a nos concentrar no momento presente - o segredo de toda a transformação interior, espiritual. Sempre que nos tornamos conscientes da respiração, estamos absolutamente no presente. Percebemos também que não conseguimos pensar e nos manter conscientes da respiração ao mesmo tempo.

A respiração consciente suspende a atividade mental. No entanto, longe de estarmos em transe ou semidespertos, permanecemos acordados e alerta. Não ficamos abaixo do nível do pensamento, e sim acima dele. E, se observarmos com mais atenção, veremos que essas duas coisas - nosso pleno estado de presença e a interrupção do pensamento sem a perda da consciência - são, na verdade a mesma coisa: o surgimento da consciência do espaço.

Eckhart Tolle













Imagens: Kevin Richardson