Mostrando postagens com marcador Books. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Books. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Prêmio Jabuti - lista de ganhadores 1959 a 2008 (video: Olavo de Carvalho)


1959 - Os primeiros ganhadores do Jabuti
Categoria Vencedor
Romance Jorge Amado
Contos/crônicas/novelas Jorge Medauar
Estudos literários (Ensaios) Assoc. Geog. Bras. (SESC São Paulo)
História literária Mário da Silva Brito
Literatura infantil Renato Sêneca Fleury
Literatura juvenil Isa Silveira Leal
Ilustrações Carlos Bastos
Capista Aldemir Martins
1960
Romance Marques Rebelo
Contos/crônicas/novelas Dalton Trevisan e Ricardo Ramos
Estudos literários (Ensaios) Paulo Cavalcanti
História literária Antônio Cândido
Literatura infantil Arnaldo Magalhães de Giacomo
Ilustrações Osvaldo Storni
Capista Eugênio Hirsch
Poesia Sosigenes Costa
1961
Romance Maria de Lourdes Teixeira
Contos/crônicas/novelas Clarice Lispector - Laços de Família
Estudos literários (Ensaios) Olímpio de Sousa Andrade
História literária Otto Maria Carpeaux
Literatura infantil Francisco de Barros Júnior

Ilustrações Frank Schaeffer
Capista Clóvis Graciano
Poesia Cassiano Ricardo
Tradução de obra literária Breno Silveira
1962
Romance Osório Alves de Castro
Contos/crônicas/novelas Ricardo Ramos
Estudos literários (Ensaios) Olímpio de Sousa Andrade
História literária Otto Maria Carpeaux
Literatura infantil Jannat Moutinho Ribeiro
Literatura juvenil Isa Silveira Leal
Ilustrações Darcy Penteado
Capista Clóvis Graciano
Poesia Péricles da Silva Pinheiro, Mário da Silva Brito
Tradução de obra literária Nair Lacerda
Lit. adulta (autor revelação) Lenita Miranda de Figueredo
1963
Romance Marques Rebelo
Contos/crônicas/novelas Julieta de Godoy Ladeira
Estudos literários (Ensaios) Mário Graciotti
História literária José Aderaldo Castelo
Literatura infantil Elos Sand
Capista Vicente Di Grado
Poesia Mário Chamie
Tradução de obra literária Cecília Meireles
Lit. adulta (autor revelação) Jorge Mautner
Biografia e/ou memórias Jacob Penteado
1964
Romance Francisco Marins
Contos/crônicas/novelas João Antônio
História literária Otto Maria Carpeaux
Literatura infantil Maria José Dupré
Ilustrações Percy Lau
Capista Ove Osterbye
Poesia Herman Lima e Cecília Meireles
Lit. adulta (autor revelação) João Antônio
Ciências humanas (exc. Letras) Florestan Fernandes
Ciências exatas - Matemática Osvaldo Sangiorgi
Ciências Naturais - Genética C. Pavan, Antônio Brito da Cunha e Maury Miranda
1965
Romance José Cândido de Carvalho
Contos/crônicas/novelas Dalton Trevisan
Poesia Cassiano Ricardo,
Poesia Antônio Cândido,
Biografia e/ou memórias Luís Martins
Literatura infantil Wanda Myzielsky
Melhor crítica e/ou notícia literária Valdemar Cavalcanti
Teatro Décio de Almeida Prado,
Personalidade literária do ano Érico Veríssimo,
Capista Ove Osterbye
1966
Érico Veríssimo, Romance
Lygia Fagundes Teles, Contos/crônicas/novelas
Carlos Soulie do Amaral, Poesia
Antônio Cândido, Estudos literários (Ensaios)
Raimundo de Menezes, Biografia e/ou memórias
Eugênia Sereno, Literatura adulta (autor revelação)
Maurício Goulart, Literatura infantil
Noêmia Graciano/Clovis Graciano, Ilustrações
Apollo Silveira, Capista
Décio de Almeida Prado, Melhor crítica e/ou notícia literária
Antônio Cândido, Personalidade literária do ano
1967
José Mauro de Vasconcelos, Romance
Bernardo Élis, Contos/crônicas/novelas
João Cabral de Melo Neto, Poesia
Fernando Goes, Estudos literários (Ensaios)
Vicente de Paulo Vicente de Azevedo, Biografia e/ou memórias
Maria Geralda do Amaral, Autor revelação - Literatura adulta
Maria Isaura Pereira de Queiroz, Ciências humanas (exceto Letras)
Aylton Brandão Joly, Ciências naturais botânica
Flávio Império, Ilustrações
Carlos Soulie do Amaral, Melhor crítica e/ou notícia literária
Alceu Saldanha, Capista
Cândido Motta Filho, Personalidade literária do ano
1968
Bernardo Élis, Romance
Marcos Rey, Contos/crônicas/novelas
Carlos Drummond de Andrade, Poesia
Eugênio Gomes, Estudos literários (Ensaio)
Cândido Mota Filho, Biografia e/ou memórias
Herman Lima, Biografia e/ou memórias
Maria Helena Cardoso, Autor revelação - Literatura adulta
Thales de Andrade, Literatura infantil
Lúcia Machado de Almeida, Literatura juvenil
Léo Gilson Ribeiro, Melhor crítica e/ou notícia literária jornais
Guilherme de Almeida, Personalidade literária do ano
1969
Ibiapaba Martins, Romance
Maria Cecília Caldeira, Contos/crônicas/novelas
Stella Carr, Poesia
Péricles Eugênio da Silva Ramos, Estudos literários (Ensaios)
Jacob Penteado, Biografia e/ou memórias
Afonso Arinos de Melo Franco, Biografia e/ou memórias
Romeu Gomes Portão, Autor revelação - Literatura adulta
Jannart Moutinho Ribeiro, Literatura infantil
Isa Silveira Leal, Literatura juvenil
Renée Lefrève, Ilustrações
José Geraldo Nogueira Moutinho, Melhor crítica e/ou notícia literária jornais
Jayme Cortez e Nelson Palma Travassos, Capista
1970
Maria de Lourdes Teixeira, Romance
Rubem Fonseca, Contos/crônicas/novelas
Lupe Cotrim Garaude, Poesia (póstumo)
Fábio Lucas, Estudos literários (Ensaios)
Raimundo Magalhães Júnior, Biografia e/ou memórias
Antônio Carlos Villaça, Autor revelação - Literatura adulta
Rachel de Queiroz, Literatura infantil
Rubens Borba de Moraes, Ciências humanas (exceto Letras)
Paulo Nogueira Neto, Ciências naturais
José Fonseca Fernandes, Melhor crítica e/ou notícia literária Jornais
Gilberto Freyre, Personalidade literária do ano
1971
Lenita Miranda de Figueiredo, Romance
Ricardo Ramos, Contos/crônicas/novelas
Dora Ferreira da Silva, Poesia
Fausto Cunha, Estudos literários (Ensaios)
Vicente de Paulo Vicente de Azevedo, Biografia e/ou memórias
Olga Savary, Autor revelação - Literatura adulta
Fernando Lopes de Almeida, Literatura infantil
Rui Carlos Camargo Vieira, Ciências exatas
Manuel Vítor Filho, Ilustrações
Geraldo Galvão Ferraz, Melhor crítica e/ou notícia literária jornais
Antônio Houaiss, Personalidade literária do ano
1972
Luís Martins, Romance
Holdemar Menezes, Contos/crônicas/novelas
Geraldo Pinto Rodrigues, Poesia
Murilo Melo Filho, Estudos literários (Ensaio)
Cândido Motta Filho, Biografia e/ou memórias
João Ubaldo Ribeiro, Autor revelação - Literatura adulta
Camila Cerqueira César, Literatura infantil
Lucília Junqueira de Almeida Prado, Literatura juvenil
Torrieri Guimarães, Melhor crítica e/ou notícia literária jornais
Péricles Eugênio da Silva Ramos, Personalidade literária do ano
1973
Rubens Teixeira Scavone, Romance
Luiz Vilela, Contos/crônicas/novelas
Lêdo Ivo, Poesia
Gilberto Freyre, Estudos literários (Ensaio)
Juarez Távora, Biografia e/ou memórias
Ana Maria Martins, Autor revelação - Literatura adulta
Lygia Bojunga Nunes, Literatura infantil
Rui Ribeiro Franco, Ciências exatas
Cândido Guinle de Paula, Melhor produção editorial
Luiz Carlos Lisboa, Melhor crítica e/ou notícia literária jornais
1974
Lygia Fagundes Telles, Romance
Elias José, Contos/crônicas/novelas
José Paulo Moreira da Fonseca, Poesia
Nelly Novaes Coelho, Estudos literários (Ensaios)
Pedro Nava, Biografia e/ou memórias
Cristina de Queirós, Autor revelação - Literatura adulta
Maria Teresa Cunha De Giacomo, Literatura infantil
Mário Guimarães Ferri, Ciências naturais ecologia
Paul Eydoux, Melhor produção editorial
Roldão Mendes Rosa, Melhor crítica e/ou notícia literária jornais
1975
Adonias Filho, Romance
Caio Porfírio Carneiro, Contos/crônicas/novelas
Mauro Mota, Poesia
Ataliba Nogueira, Estudos literários (Ensaios)
Raimundo Menezes, Biografia e/ou memórias
Roberto Drummond, Autor revelação - Literatura adulta
Edy Lima, Literatura Infantil
L. C. U. Junqueira e Sérgio L. M. Salles-Filho, Ciências naturais
Enciclopédia Mirador, Melhor produção editorial
Roberto Fontes Gomes, Melhor crítica e/ou notícia literária Jornais
1976
Ivan Ângelo, Romance
Regina Célia Colônia, Contos/crônicas/novelas
Yone Giannetti Fonseca, Poesia
Lívio Xavier, Estudos literários (Ensaios)
Paulo Duarte, Biografia e/ou memórias
Raduan Nassar, Autor Revelação - Litertaura adulta
Ofélia Fontes e Narbal Fontes, Literatura infantil
Pietro Maria Bardi, Melhor produção editorial - obra avulsa
Álvaro Alves de Faria, Melhor crítica e/ou notícia literária jornais
1977
Herberto Sales, Romance
Domingos Pellegrini Júnior, Contos/crônicas/novelas
Domingos Carvalho da Silva, Poesia
Wilson Martins, Estudos literários (Ensaios)
Afonso Arinos de Mello Franco, Biografia e/ou memórias
Paulo Emílio Salles Gomes, Autor revelação - Literatura adulta
Wander Piroli, Literatura infantil
Marcelo de Moura Campos, Ciências exatas
Raul Pompéia, Melhor produção editorial - Obra avulsa
Jornal do Brasil, Melhor crítica e/ou notícia literária jornais
1978
Clarice Lispector - A Hora da Estrela, Romance
Hermann José Reipert, Contos/crônicas/novelas
Adélia Prado, Poesia
Roberto Schwarcz, Estudos literários (Ensaios)
Paulo Duarte, Biografia e/ou memórias
José Miguel Wisnik, Autor revelação - Literatura adulta
Ana Maria Machado, Literatura infantil
Wilson Martins, Ciências humanas (exceto Letras)
Elon Lages Lima, Ciências exatas
Edson Pereira dos Santos, Ciências naturais
Milton Vargas, Ciências (Tecnologia)
Hans Reichardt, Tradução de obra científica
Omar Kayyann, Melhor produção editorial - obra avulsa
Renee Lefreve e F.L. Fonseca, Melhor livro de arte
Antônio Cândido, Personalidade literária do ano
1979
Mário Donato, Romance
Sônia Coutinho, Contos/crônicas/novelas
Lélia Coelho Frota, Poesia
Davi Arrigucci Júnior, Estudos literários (Ensaios)
Cyro dos Anjos, Biografia e/ou memórias
Augusto de Campos, Tradução de obra literária
Joel Rufino dos Santos, Literatura infantil
Adofo Crippa, Ciências humanas (exceto Letras)
Cláudio L. Lucchesi, Tomasz Kowaltowski, Janos Simon, Imre Simon e Istvan Simon, Ciências exatas
Mário Guimarães Ferri, Ciências naturais
Maurício Prates de Campos Filho, Ciências (Tecnologia)
Eugênio Amado, Tradução de obra científica
Hélio Pólvora e Telmo Padilha, Melhor produção editorial - obra avulsa
Mário de Andrade, Melhor livro de arte
Correio do Povo, Melhor crítica e/ou notícia literária jornais
Martha Azevedo Pannuzio, Prêmio Jannart Moutinho Ribeiro
Alceu Amoroso Lima, Personalidade literária do ano
1980
Fernando Sabino, Romance
Modesto Carone, Contos/crônicas/novelas
Sebastião Uchoa Leite, Poesia
Sérgio Buarque de Holanda, Estudos literários (Ensaios)
Fernando Gabeira, Biografia e/ou memórias
Mário Leônidas Casanova, Autor revelação - Literatura adulta
Bruno Palma, Tradução de obra literária
Elvira Vigna, Literatura infantil
Haroldo Bruno, Literatura juvenil
Eduardo Etzel, Ciências humanas (exceto Letras)
Marcelo de Moura Campos, Ciências exatas
José Hortêncio de Medeiros Sobrinho, Ciências naturais
Luiz Geraldo Mialhe, Ciências (Tecnologia)
Bernard Aubert, Tradução de obra científica
Afonso Ávila, João Marcos Contijo e Reinaldo Guedes, Melhor produção editorial - Obra avulsa
Jornal do Brasil, Rádio Jovem Pan, Revista Veja e TV Cultura, Melhor crítica e/ou notícia literária jornais
Ary Quintela, Prêmio Jannart Moutinho Ribeiro
Gilberto Freyre, Personalidade literária do ano
1981
Dyonelio Machado, Romance
José J. Veiga, Contos/crônicas/novelas
Rubens Rodrigues Filho, Poesia
Gilda de Mello e Souza, Estudos literários (Ensaios)
Alfredo Sirkis, Biografia e/ou memórias
João Gilberto Noll, Autor revelação - Literatura adulta
Martha Calderaro, Tradução de obra literária
Mirna Pinsk, Literatura infantil
Carlos Moraes, Literatura juvenil
Nicolas Boer, Ciências humanas (exceto Letras)
Luciano Francisco Pacheco do Amaral, Ciências exatas
Antônio Branco Lefrève e Aron Judka Diament, Ciências naturais
Rubens Guedes Jordão, Ciências (Tecnologia)
Antônio Brito da Cunha e Mário Guimarães Ferri, Tradução de obra científica
Walmir Ayala, Melhor produção editorial - obra avulsa
Carlos Roberto Maciel Levy, Melhor livro de arte
Jornal da Tarde, Melhor crítica e/ou notícia literária - jornal
Rádio Gazeta, Melhor Crítica e/ou notícia literária - rádio
Revista Veja, Melhor Crítica e/ou notícia literária - revista
Rede Globo, Melhor Crítica e/ou notícia literária - televisão
Naumin Aizes, Prêmio Jannart Moutinho Ribeiro
Mário Quintana, Personalidade literária do ano
1982
Sylviano Santiago, Romance
Autran Dourado, Contos/crônicas/novelas
Francisco Alvim, Poesia
Adélia Bezerra de Menezes, Estudos literários (Ensaios)
Frei Betto, Biografia e/ou memórias
Marilene Felinto, Autor revelação - Literatura adulta
Ismael Cardim, Tradução de obra literária
Sérgio Capparelli, Literatura infantil
João Carlos Marinho, Literatura juvenil
Aracy Amaral, Ciências humanas (exceto Letras)
Remolo Ciola, Ciências exatas
Breno Augusto dos Santos, Ciências naturais
Eugênio Amado, Tradução de obra científica
Hernâni Donato, Melhor produção editorial - Obra avulsa
Ziraldo Alves Pinto, Melhor livro de arte
Jornal do Brasil, Melhor crítica e/ou notícia literária - jornal
Rádio Excelsior, Melhor crítica e/ou notícia literária - rádio
Revista Isto É, Melhor crítica e/ou notícia literária - revista
TV Cultura, Melhor crítica e/ou notícia literária - televisão
Roberto Gomes, Prêmio Jannart Moutinho Ribeiro
Josué Montello, Personalidade literária do ano
1983
José J. Veiga, Romance
Sérgio Sant'Anna, Contos/crônicas/novelas
Orides Fontela, Poesia
Boris Schnaiderman, Estudos literários (Ensaios)
Rudá de Andrade, Biografia e/ou memórias
Marcelo Rubens Paiva, Autor revelação - Literatura adulta
José Paulo Pais, Tradução de obra literária
Sílvia Orthof, Literatura infantil
Bartolomeu Campos Queiroz, Literatura juvenil
Sérgio Capparelli, Ciências humanas (exceto Letras)
Tomasz Kowaltowski, Ciências exatas
Eduardo Celestino Rodrigues, Ciências (Tecnologia)
Regina Yolanda, Ilustrações
Donato Mello Júnior, Melhor livro de arte
Jornal da Tarde, Melhor crítica e/ou notícia literária - jornal
Rádio Excelsior, Melhor crítica e/ou notícia literária - rádio
Revista Visão, Melhor crítica e/ou notícia literária - revista
TV Cultura, Melhor crítica e/ou notícia literária - televisão
Luís Dias Cobra, Prêmio Jannart Moutinho Ribeiro
Pedro Nava, Personalidade literária do ano
1984
Rubem Fonseca, Romance
Caio Fernando Abreu, Contos/crônicas/novelas
Hilda Hilst, Poesia
Flávio Aguiar, Estudos literários (Ensaios)
Nancy Fernandes e Maria Teresa Vargas, Biografia e/ou memórias
Iola de Oliveira Azevedo, Autor revelação - Literatura adulta
Paulo Rónai, Tradução de obra literária
Camila Cerqueira César, Literatura infantil
Jane Tutikian, Literatura juvenil
Dino Preti, Ciências humanas (exceto Letras)
Ricardo Mane, Ciências exatas
Celso Penteado Serra, Ciências (Tecnologia)
W. R. Lodi e A. A. Simões, Tradução de obra científica
Walter Ono, Ilustrações
Folha de São Paulo, Melhor crítica e/ou notícia literária - jornal
Rádio USP, Melhor crítica e/ou notícia literária - rádio
Revista Fatos e Fotos, Melhor crítica e/ou notícia literária - revista
TV Cultura, Melhor crítica e/ou notícia literária - televisão
1985
João Ubaldo Ribeiro, Romance
Charles Kiefer, Contos/crônicas/novelas
Alphonsus de Guimaraens Filho, Poesia
Leonardo Arroyo, Estudos literários (Ensaios)
Vera D'Horta Beccari, Biografia e/ou memórias
Flora Sussekind, Autor revelação - Literatura adulta
Aila de Oliveira Gomes, Tradução de obra literária
Luís Galdino, Literatura infantil
Giselda Laporta Nicoles e Ganymédes José, Literatura juvenil
Antônio Paim, Ciências humanas (exceto Letras)
J. Berroca, M. Assumpção, R. Antezana e C. M. Dias Neto, Ciências exatas
Pedro da Silva Telles, Ciências (Tecnologia)
Maria da Penha Villalobos e Lolio Lourenço Oliveira, Tradução de obra científica
Tato, Ilustrações
O Globo, Melhor crítica e/ou notícia literária - jornal
Rádio USP, Melhor crítica e/ou notícia literária - rádio
Revista Veja, Melhor crítica e/ou notícia literária - revista
TV Globo, Melhor crítica e/ou notícia literária - televisão
1986
Rubem Mauro Machado, Romance
Sérgio Sant'Anna, Contos/crônicas/novelas
Armando Freitas Filho, Poesia
José Paulo Paes, Estudos literários (Ensaios)
Joel Silveira, Biografia e/ou memórias
Antônio Fernando de Franceschi, Autor revelação - Literatura adulta
Péricles Eugênio da Silva Ramos, Tradução de obra literária
Pedro Bandeira, Literatura infantil
Mustafá Yazbek, Literatura juvenil
Mariano Carneiro da Cunha, Ciências humanas (exceto Letras)
Magda Adelaide Lombardo, Ciências (Tecnologia)
Waldiane Cossermelli Velluntini, Tradução de obra científica
Luís Camargo, Ilustrações
Folha de São Paulo, Melhor crítica e/ou notícia literária - jornal
Rádio Jovem Pan, Melhor crítica e/ou notícia literária - rádio
Revista Veja, Melhor crítica e/ou notícia literária - revista
TV Globo, Melhor crítica e/ou notícia literária - televisão
1987
Maria Adelaide Amaral, Romance
Ilka Brunhilde Laurito, Poesia
Benedito Nunes, Estudos literários
Arthur Rosenblat Nestrovski, Autor revelação
José Lino Grünewald, Tradução
Maria Heloísa Penteado, Literatura infantil
Antônio Barros de Castro e Francisco Pires Souza, Ciências humanas
Augusto Ruschi, Ciências naturais
Helena Alexandrino, Ilustrações
1988
Emil Farhat, Romance
Moacyr Scliar, Contos/crônicas/novelas
Antônio Fernando de Franceschi, Poesia
Roberto Schwarcz, Estudos literários (Ensaios)
Ana Carolina Medeiros Assed, Autor revelação - Literatura adulta
José Paulo Pais, Tradução de obra literária
Vilma Areas, Literatura infantil
José Mariano Amabis e Gilberto Rodrigues Martho, Ciências naturais
Waldiane Cossermelli Velluntini, Tradução de obra científica
Ciça Fittipaldi, Ilustrações
Oswald de Andrade, Melhor produção editorial - obra avulsa
Thaís Guimarães, Melhor produção editorial - infantil/juvenil
Jornal da Tarde, Melhor crítica e/ou notícia literária - jornal
Rádio Eldorado, Melhor crítica e/ou notícia literária - rádio
Revista Veja, Melhor crítica e/ou notícia literária - revista
TV Globo, Melhor crítica e/ou notícia literária - televisão
1989
Maria Alice Barroso e Renato Modernell, Romance
Caio Fernando Abreu, Contos/crônicas/novelas
Francisco Alvim e Alice Ruiz, Poesia
Celso Lafer, Estudos literários (Ensaios)
João Moura Júnior, Autor revelação - Literatura adulta
José Lino Grünewald e Modesto Carone, Tradução de obra literária
Ricardo Azevedo, literatura infantil
Vivina de Assis Viana, literatura juvenil
Ary D'Ajuz e outros, Ciências - Tecnologia
Helena Alexandrino, Ilustrações
1990
Milton Hatoum, Romance
Diogo Mainardi, Contos/crônicas/novelas
Manoel de Barros, Poesia
João Adolfo Hansen, Estudos literários (Ensaios)
Ana Miranda, Autor revelação - Literatura adulta
Paulo César Souza, Tradução de obra literária
Ruth Rocha, Literatura infantil
Ilka Brunhilde Laurito, Literatura juvenil
Olgária Matos, Ciências humanas (exceto Letras)
Ciça Fittipaldi, Ilustrações
Nelson B. Peixoto e João M. Sales, melhor produção editorial - obra avulsa)
Ziraldo, Melhor produção editorial - infantil/juvenil
Ettore Bottini, Capista
1991
Zulmira Ribeiro Tavares, Romance
Rosa Amanda Strauz, Contos/crônicas/novelas
Affonso Ávila, Poesia
José Murilo de Carvalho, Estudos literários - ensaios
Haroldo de Campos, Tradução de obra literária
José Paulo Pais, Literatura infantil
Ricardo Azevedo, Literatura juvenil
Luiz Maia, Ilustrações
Tatiana Belinky, Melhor produção editorial - infantil/juvenil
Moema Cavalcanti, Capista
Alonso Alvarez Lopes, Melhor produção editorial com a coleção ptyx
1992
Chico Buarque de Holanda - Estorvo, Romance
Carlito Azevedo, Poesia
João José Reis, Estudos literários - ensaios
Ivo Barroso, Tradução de obra literária
Stella Carr, Literatura juvenil
Samia M. Tauk/Nivar Gobbi/Haroldo G. Fowler (organizadores), Ciências naturais
Graça Lima, Ilustrações
Vinícius de Moraes, Melhor produção editorial - obra coleção
Alexandre Martins Fontes, Capista
1993
Filomena(?), Rachel de Queiroz, João Silvério Trevisan, José J. Veiga, Moacyr Scliar e Silviano Santiago, Romance
Vilma Areas, João Antônio, Otto Lara Rezende, Rubem Fonseca e Charles Kiefer, Contos/crônicas/novelas
Arnaldo Antunes, Moacyr Amâncio, Carlos Drummond de Andrade, Haroldo de Campos/Inês Oseki-Depré e João Cabral de Mello Neto, Poesia
Octavio Ianni, Antônio Cândido, Jerusa Pires Ferreira, Alberto Dines e Leyla Perrone-Moysés, Estudos literários - ensaios
Carlos Nougue, Eric Nepomuceno, Barbara Heliodora, M. Hashimoto e Augusto de Campos, Tradução
Angela Carneiro, Marina Colasanti, Lygia Bojunga Nunes, João Guimarães Rosa e Angelo Machado, Literatura infantil/juvenil
Eni Puccinelli Orlandi, Alfredo Bosi, Manuela Carneiro da Cunha, José de Souza Martins e Adauto Novaes, Ciências humanas (exceto Letras)
Djalma Nunes Paraná, Ademaro A. M. B. Cotrim, Paulo S. G. Magalhães/Luiz A. B. Cortez, Antônio N. Yossef/Vicente P. Fernandez e Bongiovani/Vissoto/Laureano, Ciências exatas
Kenitiro Suguio, Leonor Patrícia Morellato, Paulo Eiró Gonsalves, Irany Novah Moraes, José R. C. Brás e Yara M. M. Castiglia, Ciências naturais
Luiz Carlos Bresser Pereira, Vera Thorstensen, Gutemberg de Macedo, Idalberto Chiavenato e Vera Helena M. Franco, Economia, administração e negócios
Rubens Matuck, Roger Mello, Cláudio Martins, Helena Alexandrino e Eva Furnari, Ilustrações
Italo Calvino, Ruth Rocha e Otávio Roth, Melhor produção editorial - obra coleção
Ângela Lago, Maria José Palo, Ruth Rocha, Otávio Roth, Jean Marzollo e José Paulo Pais, Melhor produção editorial - infantil/juvenil
Georgina O'Hara, Manuela Carneiro da Cunha, Anna Bittencourt, Ana Mariani e Kazuo Wakabayashi, Melhor produção editorial - livro texto
Victor Burton, Hélio Almeida e Moema Cavalcanti, Capista
André Barcinski, Gilberto Dimenstein, Luciano Suassuna/Luis Costa Pinto, Caco Barcelos e G. Krieger/Luis A. Novaes/Tales Faria, Reportagem
1994
Isaias Pessotti, João Gilberto Noll e Otto Lara Resende, Romance
Nelson Rodrigues, Marcos Rey e Hilda Hilst, Contos/crônicas/novelas
Vinícius de Moraes, Rubem Braga, Frederico Barbosa e Marina Colasanti, Poesia
Marisa Lajolo, Antônio Cândido, Carlos Alberto Cerqueira Lemos, Miriam Moreira Leite e Eduardo Giannetti da Fonseca, Estudos literários - ensaios
Leo Cunha, Autor revelação - literatura adulta
Octavio Paz/Iadir Dupont, Laura Esquivel/Marcelo Cipis, Haroldo de Campos, Robert de Boron/Heitor Megale R. M. Rilk/José Paulo Pais e William Blake/Paulo Vizioli, Tradução
Marina Colasanti, Luiz Antônio Aguiar e Jorge Miguel Marinho, Literatura infantil/juvenil
José de S. Martins, Guiomar N. de Mello, e Maria Alice R. Ribeiro, Ciências hum. (exc. Letras)
Elizabeth Hofling/Hélio F. A. Camargo, José Rubens Pirani/Marilda C. Laurino e Walter de Paula Lima, Ciências naturais
Geraldo Ávila, Newton da Costa e Jorge M. R. Fazenda, Ciências exatas e tecnologia
João Paulo dos Reis Velloso, Marco Gouveia de Souza/Arthur Nemer, Roberto Muylaert e Fundação Dom Cabral, Economia, administração e negócios
Tatiana Belinky, Marcelo Xavier, Ângela Lago e Léo Cunha, Ilustrações
Amyr Klink/Hélio de Almeida, Bruno de Menezes e Darlene Dalto/Célia Eid, Melhor produção editorial - obra avulsa
Laura Esquivel/Marcelo Cipis, Iwan T. Halasz/Marina Mayumi e Darlene Dalto/Célia Eid, Capista
Yone de Mello, Carlos Amorim e Sérgio Sistre/Ary Diesendruck, Reportagem
C. Pires/M. Nunes/M. Toledo, Gilberto Dimenstein, D. R. Michaloskey/R. F. Batista Teixeira e Íris Stern, Didático
1995
Jorge Amado, João Silvério Trevisan e José Roberto Torero, Romance
Dalton Trevisan, Regina Rheda e Victor Giudice, Contos/Crônicas/Novelas
Ivan Junqueira, Bruno Tolentino e Paulo Leminski, Poesia
José Atílio Vanin, Ricardo Araújo, e José Castello, Estudos Literários (Ensaios)
Fulvia Moretto, Eric Nepomuceno e Augusto de Campos, Tradução
Mirna Pinsky, Angela Lago e Sérgio Capparelli, Literatura Infantil/Juvenil
Cristovam Buarque, Annateresa Fabris e Alcir Pecora, Ciências Humanas (exceto Letras)
Antonio P. Barreto/Amanda Sousa, Nelson Papavero e Maria Lea Salgado Labouriau, Ciências Naturais
Nelson Fiedler Ferrara/Carmen Cintra do Prado, Luiz de Queiroz Orsini e Cacilda Teixeira Costa, Ciências Exatas e Tecnologia
Paulo Sandroni, Stephen Charles Kanitz e José Roberto Saviani, Economia, Administração e Negócios
Rui de Oliveira, Eva Furnari e Ângela Lago, Ilustrações
Leonardo Gomes, Victor Burton e Edmundo França, Capista
Fani Bracher, Ana Moraes e Boris Kossoy/Maria Carneiro, Melhor Produção Editorial (Livro Texto)
Orlando Villas Boas/Cláudio Villas Boas, Zuenir Ventura e Elvis Bonassa/Fernando Rodrigues/Gustavo Krieger, Reportagem
Marilena Chaui, Boris Fausto e Maria Setubal/Beatriz Lomonaco/Isabel Brunsizian, Didático
1996
Ivan Ângelo, Rodrigo Lacerda e Carlos Heitor Cony, Romance
Lygia Fagundes Telles, Rubem Fonseca e Caio Fernando Abreu, Contos
Leonardo Fróes, Renata Pallottini e Dora Ferreira da Silva, Poesia
Florestan Fernandes, Ruy Castro, e Maria Eugênia Boaventura, Ensaio
Sophia Angelides, Paulo César Souza e José Paulo Pais, Tradução
Graziela Bozano Hetzel, Alberto Martins e Darcy Ribeiro, Literatura Infantil/Juvenil
Jurandir Freire Costa, Nachman Falbel, Isabel Maria Loureiro e Octávio Ianni, Ciências Humanas
C. Cohen/M. Segre (orgs), José Martins Filho e Carlos Augusto Monteiro (org), Ciências Naturais e Medicina
Elon Lages Lima, André K. T. Assis e Humberto de Campos (apres), Ciências Exatas e Tecnologia
Eduardo Giannetti da Fonseca, Sebastião C. Velasco e Cruz e Ferraz/Kupper/Haguenauer, Economia, Administração e Negócios
Rogério Borges, Helena Alexandrino e Rita Espeschit, Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil
Roberto de Vicq Cumptich, Alfredo Ceschiatti e Victor Burton, Capa
Virgínia S. Araújo, José Bantim Duarte e Frederico Nasser, Produção Editorial
Domingos Meirelles, Alex Ribeiro e Modesto Carvalhosa (coord), Reportagem
Celso P. Luft/Maria H. Corrêa, Douglas Tufano e GEPEC, Didático de 1o e 2o Grau
1997
João Gilberto Noll, Fausto Wolff, Flávio Moreira da Costa e Luiz Alfredo Garcia Roza, Romance
Marina Colasanti, Silviano Santiago e Antônio Carlos Villaça, Contos
Waly Salomão, Thiago de Mello, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles e A. B. Mendes Cadaxa, Poesia
Florestan Fernandes, Ruy Castro, e Maria Eugênia Boaventura, Ensaio
Décio Pignatari, Mário Pontes e Mário Laranjeira, Tradução
Ana Maria Machado, Lygia Bojunga Nunes e José Paulo Pais, Literatura Infantil/Juvenil
Hilário Franco Junior, Milton Santos e Aziz Nacib Ab'Sáber, Ciências Humanas
Oswaldo Paulo Forattini, Seizi Oga e Veronesi/Focaccia, Ciências Naturais e Medicina
Vidossich/Furlan, Josif Frenkel e Amilcar Baiardi, Ciências Exatas, Tecnologia e Informática
Roberto Campos, Gesner Oliveira, Francisco Gomes Matos e Bernardo Kucinski, Economia, Administração, Negócios e Direito
Roger Mello, Helena Alexandrino e Mariana Massarani, Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil
Douglas Canjani (duas publ) e Vande Rotta Gomide, Capa
Victor Burton, Alexandre Dorea Ribeiro e Marcos da Veiga Pereira, Produção Editorial
Luciana Hidalgo, Marco Antônio Uchôa e José Arbex Junior/C. J. Tognolli, Reportagem
Ruth Rocha/Anna Flora, G. Giovannetti/M. Lacerda, Jurandir L. S. Ross (org) e Maria Lúcia de Magalhães, Didático de 1o e 2o Grau
1998
Carlos Heitor Cony, Márcio Souza e Sérgio Sant'Anna, Romance
Raduan Nassar, Flávio Moreira da Costa e João Silvério Trevisan, Contos e Crônicas
Alberto da Costa e Silva, Reynaldo Valinho Alvarez e Marly de Oliveira, Poesia
Marcelo Gleiser, Sacchetta/Azevedo/Camargos e Joaci Pereira Furtado, Ensaio e Biografia
José Paulo Pais, Rodolfo Ilari e Sebastião Uchoa Leite, Tradução
Nilma Gonçalves Lacerda, Katia Canton/Maria Tereza Louro e Luciana Sandroni, Literatura Infantil/Juvenil
Laura M. Souza/Luiz F. Alencastro, Mary Del Priore (org) e Boris Fausto, Ciências Humanas
Raimundo N. Queiroz de Leão, Embrapa e Helmut Sick, Ciências Naturais e Medicina
Silvio R. A. Salinas, Walter F. Wreszinski e Gilberto G. Garbi, Ciências Exatas, Tecnologia e Informática
Antonio Dias Leite, Maria da Conceição Tavares/José Luís Fiori (org) e Jacques Marcovitch, Economia, Administração, Negócios e Direito
Cia das Letrinhas, Eva Furnari e Ziraldo Alves Pinto, Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil
Marcelo Mário, Claudia Warrak e Mariana Fix/Pedro Arantes, Capa
Donaldson Garschagen, Marcos da Veiga Pereira e Alexandre Dorea Ribeiro, Produção Editorial
George Sanguinetti Fellows, Sérgio Vilas Boas e Sebastião Salgado, Reportagem
Gilberto Dimenstein, Ana P. Laroca/Maria Helena Passador e Silvio Gallo (coord), Didático de 1o e 2o Grau
1999
Carlos Nascimento Silva, Sônia Coutinho e Modesto Carone, Romance
Charles Kiefer, Rubens Figueiredo e João Inácio Padilha, Contos e Crônicas
Haroldo de Campos, Gerardo Melo Mourão e Salgado Maranhão, Poesia
Editora Globo, Ivo Barroso e Victor Burton, Tradução
Ricardo Azevedo (duas publ) e Lourenço Cazarré, Literatura Infantil/Juvenil
Eduardo Bueno, Hilário Franco Junior e Novais/Sevcenko/Schwarcz, Ciências Humanas
Alfredo K. Oyama Homma, Pedro L. B. Lisboa e Lacaz/Porto/Vaccari/Melo, Ciências Naturais e Medicina
Márcia Helena Mendes Ferraz, Herch Moysés Nussenzveig e Sônia Pitta Coelho/Francisco César Polcino Milies, Ciências Exatas, Tecnologia e Informática
Paul Singer, Josué Rios e Celso Furtado, Economia, Administração, Negócios e Direito
Roger Mello, Demóstenes Vargas e Roberto Weigand, Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil
Marina Nakada/Sidney Itto, Helga Miethke e Victor Burton, Capa
Paulo Malta, Lena Bergstein e Elisa Braga, Produção Editorial
Simonetta Persichett, Luiz Maklouf Carvalho e Alberto Guzik, Reportagem
William Roberto Cereja/Thereza Cochar Magalhães, Jayme Brener e Maria Almeida/Zuleika Prado, Didático de 1º e 2º Grau
2000
Moacyr Scliar, Flávio Aguiar e Carlos Heitor Cony, Romance
Raimundo Carrero, Marçal Aquino e Ignacio de Loyola Brandão, Contos e Crônicas
Thiago de Mello, Moacyr Félix e Ferreira Gullar, Poesia
Alfredo Bosi, Ivan Teixeira e Evaldo Cabral de Mello, Ensaio e Biografia
Boris Schnaiderman/Nelson Ascher, Italo Eugênio Mauro e Marcos de Castro, Tradução
José Paulo Pais, Ângela Lago e Ana Maria Machado, Literatura Infantil/Juvenil
Marilena Chaui, Guita Grin Debert e Boris Fausto (org), Ciências Humanas e Educação
Luis Rey, M. Batlouni/J. Ramires e N. Ghorayeb/T. Barros, Ciências Naturais e Saúde
Herch Moysés Nussenzveig (org), T. Quirino/L. Irias/J. Wright e Walter J. Maciel, Ciências Exatas, Tecnologia e Informática
Luiz Fernando da S. Pinto, F. Gianbiagi/A. C. Alem e Paulo Sandroni (org), Economia, Administração, Negócios e Direito
Nilton Bonder, Luiz Carlos Susin (org) e João Evangelista M. Terra, Religião
Diniz/Marilu/Sávia/Ângela/Martha Raquel Coelho e Marilda Castanha, Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil
Daniela Fechheimer, Elias Ramos e Adriana Moreno, Capa
Sônia Fonseca, Alexandre Dórea Ribeiro e Marcos da Veiga Pereira, Produção Editorial
Drauzio Varella, Flávio Tavares e Mário Sérgio Conti, Reportagem
Montellato/Cabrini/Catelli, Maria Gonçalves (coord) e Sette/Paulino/Starling, Didático
Menalton Braff,À sombra do cipreste (contos) Livro do Ano Ficção
2001
Milton Hatoum, Patrícia Melo e Domingos Pellegrini, Romance
Mario Pontes, Rodolfo Konder e Lygia Fagundes Telles, Contos e Crônicas
Anderson Braga Horta, Lêdo Ivo e Alberto da Costa e Silva, Poesia
Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, Renato Janine Ribeiro e Marcos Antonio de Moraes (org), Ensaio e Biografia
Rûmi, Sófocles e François Villon, Tradução
Nelson Cruz, Ricardo da Cunha Lima e Ângela Lago, Literatura Infantil/Juvenil
Boaventura de Sousa Santos, Marcelo Lopes de Souza e Leonardo Affonso de Miranda Pereira, Ciências Humanas
Francisco José Becker Reifschneider (org), Antonio Tadeu/Maria Olivia/Nelson Ribeiro e Orestes Vicente Forlenza/Paulo Caramelli, Ciências Naturais
Amâncio Friaça/Elisabete Dal Pino/Laerte Sodré/Vera Pereira (org), Lineu Belico dos Reis/Semida Silveira (org) e Augusto Carlos de Vasconcelos, Ciências Exatas
Antônio Corrêa de Lacerda (org), Reinaldo Gonçalves e Luiz Fernando da Silva Pinto, Economia, Administração e Negócios
Paulo Bonfatti, Leila Amaral e Antonio Magalhães, Religião
Raquel Coelho, Marcelo Xavier e Angela Lago, Ilustração Infantil
Nair de Paula Soares, Victor Burton e João Baptista de Aguiar, Capa
Ricardo Assis, Editora Nova Fronteira e Lélia W. Salgado, Produção Editorial
Carlos Cartaxo, Fernando Morais e José Carlos Blat/Sérgio Saraiva, Reportagem
Valdemar Vello/Mônica Colucci, Editora Scipione e UnB, Didático Ensino Fundamental
2002
Manoel de Barros, livro do ano ficção
Ruth Rocha/Anna Flora, livro do ano não-ficção
Rubens Figueiredo, romance
Fernando Sabino, contos e crônicas
Claudia Roquette-Pinto, poesia
José Paulo Pais, Poesia - categoria especial
Haroldo de Campos, Tradução
Roger Mello, Literatura Infantil/Juvenil
Lucia Santaella, Teoria Literária Lingüística
István Jancsò/Iris Kantor (org), Ciências Humanas
Tânia Ferreira, Educação e Psicologia
Sergio Dario Seibel/Alfredo Toscano Jr., Ciências Naturais e da Saúde
Marcelo Gleiser, Ciências Exatas, Tecnologia e Informática
Marcio Pochmann, Economia, Administração, Negócios e Direito
Roger Mello, Ilustração Infantil ou Juvenil
Raul Loureiro, Capa
Victor Burton, Produção Editorial
Claudio Bojunga, Reportagem e Biografia
Armênio Uzunian/Ernesto Birner, Didático 1o e 2o Grau
2003
Arthur Nestrovski, Livro do Ano Ficção
João Paulo Capobianco (coord), Livro do Ano Não-ficção
Ana Miranda, Romance
Rubem Fonseca, Contos e Crônicas
Bruno Tolentino, Poesia
Jacques Vissoky, Prêmio União Latina-CBL de Tradução Científica e Técnica
Arthur Nestrovski, Literatura Infantil/Juvenil
Susana Kampff Lages, Teoria Literária Lingüística
Alberto da Costa e Silva, Ciências Humanas
Leonardo Posternak, Educação e Psicologia
João Paulo Capobianco (coord), Ciências Naturais e da Saúde
Luiz Bruner de Miranda/Belmiro Mendes de Castro/Björn Kjerfve, Ciências Exatas, Tecnologia e Informática
João Paulo dos Reis Velloso (coord), Economia, Administração, Negócios e Direito
Graça Lima/Mariana Massarani, Ilustração Infantil ou Juvenil
Paula Astiz, Capa
Raul Loureiro, Projeto/Produção Editorial
José Inacio de Melo Souza, Reportagem e Biografia
Luciana Salles Worms/Wellington Borges Costa, Didático do Ensino Fundamental/Médio
Sérgio Kobayashi/Expedição Vaga-Lume, Prêmio Amigo do Livro
2004
Donaldo Schuller, Tradução
Pós Imagem Design, Arquitetura e Urbanismo, Comunicação e Artes
Maria Apparecida Bussolotti (org.), Teoria/Crítica Literária
Carlito Carvalhosa, Arnaldo Antunes e Marcia Xavier, Projeto/Produção Editorial
Ivan Zigg, Ilustração de livro infantil ou juvenil
José Rodrigues de Carvalho Netto, Economia, Administração, Negócios e Direito
Vera Masagão Ribeiro, Educação, Psicologia e Psicanálise
Caco Barcellos, Reportagem e Biografia
Nereide Schilaro Santa Rosa, Didático ou Paradidático do Ensino Fundamental ou Médio
Vera Rosenthal, Capa
Alexei Bueno, Poesia
Francisco de Oliveira, Ciências Humanas
Oswaldo Pessoa Júnior, Ciências Exatas, Tecnologia e Informática
Protásio da Luz, Francisco Laurindo e Antônio Chagas, Ciências Naturais e da Saúde
Sérgio Sant’Anna, Contos e Crônicas
Marco Túlio Costa, Infantil ou Juvenil
Bernardo Carvalho, Romance
Caco Barcellos, Livro do Ano Não-Ficção
Chico Buarque - Budapeste, Livro do Ano Ficção
2005
Ivan Junqueira, Tradução
João Candido Portinari e Projeto Portinari, Arquitetura e Urbanismo, Comunicação e Artes
Marli Fantini, Teoria/Crítica Literária
Beth Kok, Projeto/Produção Editorial
Roger Mello, Ilustração de livro infantil ou juvenil
Francisco Alberto Madia de Sousa, Ciências Exatas, Tecnologia, Informática, Economia, Administração, Negócios e Direito
Gustavo Ioschpe, Educação, Psicologia e Psicanálise
Klester Cavalcanti, Reportagem e Biografia
Charles Feitosa, Didático ou Paradidático do Ensino Fundamental ou Médio
Victor Burton, Capa
Dora Ferreira da Silva, Poesia
Aziz Nacib Ab'Saber, Ciências Humanas
Luis Mir (org), Ciências Naturais e da Saúde
Alcione Araújo, Contos e Crônicas
Nélida Piñon, Romance
Angela Lago, Infantil
Sérgio Capparelli, Juvenil
Francisco Alberto Madia de Sousa, Livro do Ano Não-Ficção
Nélida Piñon, Livro do Ano Ficção
2006
Mamede Mustafa Jarouche, Melhor Tradução por Tempo de migrar para o norte
Nubia Melhem Santos, Maria Isabel Lenzi e Cláudio Figueiredo, Melhor Livro de Arquitetura e Urbanismo, Fotografia, Comunicação e Artes
Márcio Seligmann-Silva, Melhor Livro de Teoria/Crítica Literária
Antonio Gilberto Costa (Org.) / New Design, Melhor Projeto/Produção Editorial
Eva Furnari, Melhor Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil
Heleno Bolfarine e Wilton O. Bussab, Melhor Livro de Ciências Exatas, Tecnologia e Informática
Tales Am Ab Sáber, Melhor Livro de Educação, Psicologia e Psicanálise
Taís Morais e Eumano Silva, Melhor Livro de Reportagem
Cenpec - Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária, Melhor Livro Didático e Paradidático de Ensino Fundamental ou Médio
Eduardo Felipe P. Matias, Melhor Livro de Economia, Administração, Negócios e Direito
Ruy Castro, Melhor Livro de Biografia
Elaine Ramos, Melhor Capa
Affonso Romano de Sant`Anna, Melhor Livro de Poesia
Domingos Meirelles, Melhor Livro de Ciências Humanas
Fernando Nobre; Carlos V. Serrano Jr., Melhor Livro de Ciências Naturais e Ciências Da Saúde
Marcelino Freire, Melhor Livro de Contos e Crônicas
Gabriel O Pensador, Melhor Livro Infantil
Jorge Miguel Marinho, Melhor Livro Juvenil
Milton Hatoum, Melhor Livro de Romance
Milton Hatoum, Livro do Ano Ficção
Ruy Castro, Livro do Ano Não-Ficção
2007
1 - Tradução
1º - O 3ª Livro dos Fatos e Ditos Heróicos do Bom Pantagruel - Élide V. Oliver - Edit. Unicamp
2º - Passagens - Walter Benjamin - Willi Bole (Org.) - Imprensa Oficial do Estado de São Paulo
3º - Indícios Flutuantes (Poemas) / Marina Tsvetáieva - Aurora F. Bernardini - Martins Edit.
2 - Arquitetura e Urbanismo, Fotografia, Comunicação e Artes
1º - O Design Gráfico Brasileiro: Anos 60 - Chico Homem de Melo - Cosac Naify Edições
2º - Frans Post (1612-1680) Obra Completa - Bia e Pedro Corrêa do Lago - Capivara Editora
3º - Calder no Brasil - Roberta Saraiva - Cosac Naify Edições
3 - Teoria / Crítica Literária
1º - História, Ficção e Literatura - Luiz Costa Lima - Companhia das Letras
2º - Bilac, o Jornalista (Vol. 1, 2 e 3) - Antonio Dimas (Ed.) - Impr. Ofic. do Est. de S.Paulo
3º - Poéticas da Transgressão: Vanguarda e Cultura Popular nos Anos 20 na América Latina - Viviana Gelado - 7Letras e Edufscar
4 - Projeto Gráfico
1º - Arquivinho de Otto Lara Resende - Mariana Lara - Bem-Te-Vi Produções Literárias
2º - MAM na Oca - Arte Brasileira do Acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo - Carlito Carvalhosa, Martha Tadaieski, Ana Basaglia - Luiz Carlos C. G. Carvalhosa
3º - Margaret Mee - PVDI - Artepadilla
5 - Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil
1º - Lampião e Lancelote - Fernando Vilela - Cosac Naify Edições
2º - Cores das Cores - Marcelo Cipis - Cosac Naify Edições
3º - Contos de Grimm - Branca de Neve e Rosa Vermelha e Outras Histórias - Suppa - Editora Manole
6 - Ciências Exatas, Tecnologia e Informática
1º - Lógica para Computação - Flávio Soares Corrêa da Silva, Marcelo Finger e Ana Cristina Vieira de Melo - Thomson Learning Edições
2º - Física Moderna - Francisco Caruso Neto e Vitor Oguri - Elsevier Editora
3º - Computabilidade, Funções Computáveis, Lógica e os Fundamentos da Matemática - Walter Carnielli - Fundação Editora da Unesp
7 - Educação, Psicologia e Psicanálise
1º - Moral e Ética: Dimensões Intelectuais e Afetivas - Yves de La Taille - Artmed Editora
2º - Cultura Solidária em Cooperativas: Projetos Coletivos de Mudança de Vida - Paulo de Salles Oliveira - Editora da Universidade de São Paulo
3º - Filhos Crescidos, Pais Enlouquecidos - Maurício de Souza Lima - Editora Landscape
8 - Reportagem
1º - A Vida que Ninguém Vê - Eliane Brum - Arquipélago Editorial
2º - O Nome da Morte - Klester Cavalcanti - Planeta do Brasil
3º - Políticos do Brasil - Fernando Rodrigues - Publifolha
9 - Didático e Paradidático de Ensino Fundamental ou Médio
1º - África e Brasil Africano - Mariana de Mello e Souza - Editora Ática
2º - Pintura Aventura - Katia Canton - Editora DCL - Difusão Cultural do Livro
3º - Como Fazíamos Sem… - Bárbara Soalheiro - Editora Original (Panda Books)
10 - Economia, Administração e Negócios
1º - Celso Furtado e o Século XXI - Fernando José Cardim de Carvalho, João Sabóia - Editora Manole
2º - Economia da Cultura e Desenvolvimento Sustentável - Ana Carla Fonseca Reis - Editora Manole
3º - Economia da Inovação Tecnológica - Victor Pelaez & Tamás Szmrecsányi - Aderaldo & Rothschild Editores
11 - Direito
1º - Curso de História do Direito - José Reinaldo de Lima Lopes, Rafael Mafei Rabelo Queiroz, Thiago dos Santos Acca - Editora Método
2º - Coleção Professor Gilmar Mendes - André Ramos Tavares (Vol. 1), Dimitri Dimoulis (Vol. 2) e Paulo Ferreira da Cunha (Vol. 3) - Editora Método
3º - Processo e Constituição - Estudos em Homenagem ao Professor José Carlos Barbosa Moreira - Coord.: Luiz Fux, Nelson Nery Jr. e Teresa Arruda Alvim Wambier - Editora Revista dos Tribunais
12 - Biografia
1º - Anita Malfatti - Biografia e Estudo da Obra - Marta Rossetti Batista - Editora 34
2º - O Inimigo do Rei: uma Biografia de José de Alencar ou a Mirabolante Aventura de um Romancista que Colecionava Desafetos, Azucrinava D. Pedro II e Acabou Inventando o Brasil - Lira Neto - Editora Globo
3º - Paulo Freire: uma História de Vida - Ana Maria Araújo Freire - Villa das Letras Editora
13 - Capa
1º - Ferdydurke - Elisa Cardoso - Companhia das Letras
2º - Lampião e Lancelote - Luciana Facchini - Cosac Naify Edições
3º - 50 Poemas Escolhidos pelo Autor - Elaine Ramos - Cosac Naify Edições
14 - Poesia
1º - Cantigas do Falso Alfonso El Sabio - Affonso Ávila - Ateliê Editorial
2º - Cântico para Soraya - Neide Archanjo - A Girafa Editora
3º - Raro Mar - Armando Freitas Filho - Companhia das Letras
Homenagem Póstuma em Poesia: A Imitação do Amanhecer - Bruno Tolentino - Editora Globo
15 - Ciências Humanas
1º - Latinoamericana: Enciclopédia Contemporânea da América Latina e do Caribe - Ivana Jinkings / Emir Sader - Boitempo Editorial
2º - Arquitetura e Trabalho Livre - Sérgio Ferro - Cosac Naify Edições
3º - O Sol e a Sombra - Laura de Mello e Souza - Companhia das Letras
16 - Ciências Naturais e Ciências da Saúde
1º - Tratado de Clínica Médica - Antônio Carlos Lopes - Editora Roca
2º - Ecossistemas do Brasil - Aziz Nacib Ab'Sáber e Luiz Cláudio Marigo - Metalivros
3º - Células-Tronco: uma Nova Fronteira da Medicina - Marco Antônio Zago; Dimas Tadeu Covas - Editora Atheneu
17 - Contos e Crônicas
1º - Resmungos - Ferreira Gullar - Imprensa Oficial do Estado de São Paulo
2º - A Casa da Minha Vó e Outros Contos Exóticos - Artur Oscar Lopes - Edições Inteligentes
3º - O Volume do Silêncio - João Anzanello Carrascoza - Cosac Naify Edições
18 - Infantil
1º - Lampião e Lancelote - Fernando Vilela - Cosac Naify Edições
2º - João por um Fio - Roger Mello - Companhia das Letras
3º - Felpo Filva - Eva Furnari - Editora Moderna
19 - Juvenil
1º - Adeus Conto de Fadas - Leonardo Brasiliense - 7Letras
2º - Ciumento de Carteirinha - Moacyr Scliar - Editora Ática
3º - Alice no Espelho - Laura Bergallo - Edições SM (empate)
3º - O Melhor Time do Mundo - Jorge Viveiros de Castro - Cosac Naify Edições (empate)
20 - Romance
1º - Desengano - Carlos Nascimento Silva - Agir Editora
2º - Vista Parcial da Noite - Luiz Ruffato - Editora Record
3º - Pelo Fundo da Agulha - Antônio Torres - Editora Record
Livro do Ano Ficção
Resmungos - Ferreira Gullar - Imprensa Oficial do Estado de São Paulo
Livro do Ano Não-Ficção
Latinoamericana - Enciclopédia Contemporânea da América Latina e do Caribe - Ivana Jinkings, Emir Sader, Carlos Eduardo Martins e Rodrigo Nobile - Boitempo Editorial
2008
1 - Tradução
1º - Hipólito e Fedra - Três Tragédias - Joaquim Brasil Fontes - Editora Iluminuras
2º - Beowulf - Erick Ramalho - Tessitura Editora Assessoria e Consulturia Ltda
3º - Agamêmnon - Trajano Vieira - Editora Perspectiva S.A.
2 - Arquitetura e Urbanismo, Fotografia, Comunicação e Artes
1º - Noticiário Geral da Photographia Paulistana: 1839-1900 - Paulo Cezar Alves Goulart e Ricardo Mendes - Imprensa Oficial do Estado de São Paulo
2º - Rua do Lavradio - Eliane Canedo de Freitas Pinheiro e Augusto Ivan de Freitas Pinheiro - Andrea Jakobsson Estúdio Editorial Ltda
3º - Caixa Tunga - Tunga - Cosac Naify Edições
3 - Teoria / Crítica Literária
1º - Proust: A Violência Sutil do Riso - Leda Tenório da Motta - Editora Perspectiva S.A.
2º - A Formação do Romance Inglês: Ensaios Teóricos - Sandra Guardiani Vasconcelos - Aderaldo & Rothschild Editores Ltda
3º - Riso e Melancolia - Sergio Paulo Rouanet - Companhia das Letras
4 - Projeto Gráfico
1º - As Moedas Contam a História do Brasil - Marcelo Aflalo - Magma Cultural e Editora Ltda
2º - Roteiro Prático de Cartografia: da América Portuguesa ao Brasil Império - New Design - Angela Dourado e Bernardo Lessa - Editora UFMG
3º - A Fera na Selva - Luciana Facchini - Cosac Naify Edições
5 - Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil
1º - Toda Criança Gosta… - Mariana Massarani - Manati Produções Editoriais Ltda
2º - João Felizardo - O Rei dos Negócios - Angela Lago - Cosac Naify Edições
3º - Poeminha em Língua de Brincar - Martha Barros - Editora Record Ltda
6 - Ciências Exatas, Tecnologia e Informática
1º - Introdução à Engenharia de Produção - Mario Otavio Batalha - Elsevier Editora Ltda
2º - Enciclopédia de Automática - Controle & Automação - Luis Antonio Aguirre - Editora Edgard Blücher Ltda
3º - Introdução ao Teste de Software - Marcio Eduardo Delamaro, Jose Carlos Maldonado e Mario Jino - Elsevier Editora Ltda
7 - Educação, Psicologia e Psicanálise
1º - História das Ideias Pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani - Editora Autores Associados Ltda
2º - Religião, Psicopatologia e Saúde Mental - Paulto Dalgalarrondo - Artmed Editora S.A.
3º - Giramundo e Outros Brinquedos e Brincadeiras dos Meninos do Brasil - Renata Meirelles - Editora Terceiro Nome Ltda
8 - Reportagem
1º - 1808 - Laurentino Gomes - Editora Planeta do Brasil
2º - O Massacre - Eric Nepomuceno - Editora Planeta do Brasil
3º - Bar Bodega: Um Crime de Imprensa - Carlos Dorneles - Editora Globo S.A.
9 - Didático e Paradidático de Ensino Fundamental ou Médio
1º - O Alienista (Graphic Novel) - Fábio Moon e Gabriel Sá - Agir Editora Ltda
2º - Coleção História em Projetos - 4 Volumes - Conceição Oliveira, Carla Miucci e Andrea Paula dos Santos - Editora Atica
3º - Série (En)Cantos do Brasil (Caminho das Pedras; No Coração da Amanzônia; Faces do Sertão) - Shirley Souza, Manuel Filho e Luís Fernando Pereira - Escala Educacional
10 - Economia, Administração e Negócios
1º - Crescimento Econômico e Distribuição de Renda. Prioridades para a Ação - Jacques Marcovitch (Org.) - EDUSP - Editora da Universidade de São Paulo | Co-edição: Editora SENAC São Paulo
2º - Os Desafios da Sustentabilidade - Fernando Almeida - Elsevier Editora Ltda
3º - E-Desenvolvimento no Brasil e no Mundo: Subsídios e Programa E-Brasil - Peter Titcomb Knight, Ciro Campos Christo Fernandes e Maria Alexandra Cunha (Orgs.) - Yendis Editora e Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico
11 - Direito
1º - Curso de Direito Tributário e Finanças Públicas - Do Fato à Norma, Da Realidade ao Conceito Jurídico - Eurico Marcos Diniz de Santi - Saraiva S.A. Livreiros Editores
2º - Teoria Geral dos Direitos Fundamentais - Dimitri Dimoulis e Leonardo Martins - Editora Revista dos Tribunais Ltda
3º - Curso de Direito Constitucional - Gilmar Ferreira Mendes, Inocêncio Mártires Coelho e Paulo Gustavo Gonet Branco - Saraiva S.A. Livreiros Editores
12 - Biografia
1º - D. Pedro II - José Murilo de Carvalho - Companhia das Letras
2º - O Texto, ou: A Vida - Uma Trajetória Literária - José Murilo de Carvalho - Companhia das Letras
3º - Raul Cortez: Sem Medo de se Expor - Nydia Licia - Imprensa Oficial do Estado S.A.
Homenagem Póstuma
13 - Capa
1º - Ensaios Sobre o Medo - Moema Cavalcanti - Editora SENAC São Paulo - Co-edição: Edições SESC São Paulo
2º - Alexandre Herchcovitch (Coleção Moda Brasileira - Vol. 1) - Elaine Ramos - Cosac Naify Edições
3º - As Moedas Contam a História do Brasil - Marcelo Aflalo - Magma Cultural e Editora Ltda
14 - Poesia
1º - O Outro Lado - Ivan Junqueira - Editora Record Ltda
2º - O Xadrez e as Palavras - Marcus Vinicius Quiroga - RTC Edições
3º - Tarde - Paulo Henriques Britto - Companhia das Letras
15 - Ciências Humanas
1º - Mulheres Negras do Brasil - Schuma Schumaher e Érico Vital Brazil - SENAC Editoras (SENAC Nacional, Editora SENAC Rio e Editora SENAC São Paulo) e REDEH
2º - Os Japoneses - Célia Sakurai - Editora Contexto
3º - História de Minas Gerais - As Minas Setecentistas - Vol. I e Vol. II - Maria Efigênia Lage de Resende e Luiz Carlos Villalta - Autêntica Editora
16 - Ciências Naturais e Ciências da Saúde
1º - Estomatologia-Bases do Diagnóstico para o Clínico Geral 1E - Sergio Kignel - Livraria Santos Editora Comércio e Importação Ltda
2º - Dimensões Humanas da Biosfera-Atmosfera da Amazônia - Wanderley Messias da Costa, Bertha K. Becker e Diogenes Salas Alves (Orgs.) - Editora da Universidade de São Paulo
3º - Por que o Bocejo é Contagioso?: E Outras Curiosidades da Neurociência no Cotidiano - Suzana Herculano-Houzel - Jorge Zahar Editor
17 - Contos e Crônicas
1º - Histórias do Rio Negro - Vera do Val - Editora WMF Martins Fontes Ltda
2º - A Prenda de Seu Damaso e Outros Contos - Jorge Eduardo Pinto Hausen - Editora Alcance
3º - Fichas de Vitrola & Outros Contos - Jaime Prado Gouvêa - Editora Record Ltda
18 - Infantil
1º - Sei Por Ouvir Dizer - Bartolomeu Campos de Queirós - Edelbra
2º - O Menino que Vendia Palavras - Ignácio de Loyola Brandão - Objetiva
3º - Zubair e os Labirintos - Jose Roger Soares de Mello - Companhia das Letras
19 - Juvenil
1º - O Barbeiro e o Judeu da Prestação Contra o Sargento da Motocicleta - Joel Rufino dos Santos - Editora Moderna
2º - Tão Longe… Tão Perto - Silvana de Menezes - Editora Lê Ltda
3º - Alice no Espelho - Laura Bergallo - Edições SM (empate)
3º - Mestres da Paixão - Aprendendo Com Quem Ama o Que Faz - Domingos Pellegrini - Editora Moderna
20 - Romance
1º - O Filho Eterno - Cristovão Tezza - Editora Record
2º - O Sol Se Põe Em São Paulo - Bernardo Teixeira de Carvalho - Companhia das Letras
3º - Antonio - Beatriz Bracher - Editora 34




No programa de rádio TrueOutspeak do dia 1 de Dezembro de 2010, o filósofo e jornalista brasileiro Olavo de Carvalho comenta sobre prêmio Jabutí.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Adams Óbvio - Robert R. Updegraff

Bob Updegraff tinha 27 anos e estava começando sua longa e brilhante carreira de executivo quando escreveu Obvio Adams e se transformou em best-seller da noite para o dia. Seu objetivo era comunicar às pessoas ligadas ao mundo dos negócios, principalmente aos jovens como ele, uma importante descoberta; que o óbvio é a melhor ferramenta para resolver problemas e chegar ao sucesso. Para isso, serviu-se de Oliver Adams, um personagem comum, salvo por uma característica especial; o poder de ir direto ao ponto. A numerosa correspondência recebida pelo autor demonstrou o sucesso alcançado pelo personagem. Empresários e altos executivos, fascinados, perguntavam se Adams realmente existia de fato, porque queriam contratá-lo. Mas Obvio era inventado. A solução foi ensinar as pessoas a agirem como ele. Com dicas simples e bem-humoradas, baseadas em situações reais e com exemplos de empresas e produtos, o autor expõe princípios para se detectar o óbvio.

Sou uma famosa história de como obter sucesso usando simplesmente bom senso. Por Robert R. Updegraff

Um homem solitário sentou-se à mesa, perto da janela na Sala Dickens, no restaurante Tip Top de Chicago. Ele tinha acabado de jantar e estava aparentemente esperando o café ser servido.
Dois homens entraram e foram conduzidos a uma mesa próxima. Em seguida, um deles olhou para o homem à janela e cochichou para seu companheiro: “Vê aquele homem ali?”; “Sim”, disse o último, olhando desinteressadamente na direção indicada. “Bem, aquele é o Adams Óbvio”. “É mesmo?” Desta vez, o outro homem virou sua cadeira, para obter uma boa visão do homem-mais-falado da propaganda. “Parece um homem comum, não é?” “Sim, só de olhar para ele, você nunca imaginaria que ele seja o famoso Adams Óbvio, da maior agência de publicidade de New York. E, para dizer a verdade não consigo entender por que ele é endeusado por todo mundo.” “Já o ouvi falar duas ou três vezes nos encontros da Associação de Propaganda, mas ele nunca disse nada que nós já não soubéssemos. Muita gente ficou confusa. Confesso que ele foi um desapontamento para mim,”

É engraçado, mas muita gente fala a mesma coisa sobre ele. No entanto, este mesmo Adams foi um importante fator no sucesso de empresas famosas. Mais do que qualquer outro homem. Mesmo no momento em que os dois falavam dele, Adams estava fazendo sucesso em negócios. Ele pegara o menu, desenhava um esboço e fazia anotações no verso. Para qualquer pessoa que pudesse espiar o trabalho, este poderia parecer insignificante. Entretanto, Adams parecia muito contente com o resultado. Balançou a cabeça em sinal de aprovação e guardou o menu no bolso, enquanto o garçom obsequioso veio para ajudá-lo a vestir o casaco.
Meia hora mais tarde, o telefone tocou na biblioteca de uma suntuosa mansão numa cidade de Iowa. Tocou a segunda vez, antes que o homem recostado numa grande cadeira de mogno, na frente da lareira, se levantasse e pegasse o fone do gancho.
Alô!” Disse, surpreso e meio zangado com a intromissão. “Alô! Alô! Ah, é o Sr. Adams! Não esperava ter notícias suas tão cedo! Onde o Sr. está ? Chicago? O Sr. tem um plano? Tem mesmo? Bem, eu estava sentado, pensando nele, sozinho e já mastiguei três charutos, tentando imaginar o que deveríamos fazer a respeito.
Silêncio na biblioteca da mansão. Depois, uma série de grunhidos de aprovação. Entendi sua idéia. Tem que funcionar… Claro, acho que vai funcionar. É uma idéia ótima e eu acredito que vá resolver o assunto. Tudo bem…pegue o trem noturno; vou mandar meu carro esperá-lo na estação, amanhã de manhã. Boa noite!” Por um longo minuto, o dono da mansão ficou em pé, e olhou pensativamente para a lareira.“Agora, por que diabo nenhum de nós pensou nisso? Era a coisa mais natural do mundo para se fazer, mas tivemos de trazer um homem de New York para nos mostrar. Seja como for, aquele Adams é uma maravilha!” Tendo dirigido esse comentário às paredes, puxou o quarto charuto e fumou-o. Aqui você já tem o outro lado da medalha. Esse é o jeito como as pessoas bem informadas falam de Adams. Mas estamos conhecendo a história pelo fim. Para conhecer Adams Óbvio, e para entender o segredo de seu sucesso, precisamos conhecer o início de sua vida.

É a história de um menino pobre que começou a vida como Oliver B. Adams, numa pequena mercearia, num vilarejo da Nova Inglaterra, e que depois se tornou famoso no mundo dos negócios como Adams Óbvio. Parecer que Adams veio de uma família muito pobre. Seus pais eram trabalhadores dedicados e tinham apenas o curso primário da escola rural. Quando Oliver tinha 12 anos, seu pai morreu e ele começou a trabalhar numa mercearia. Era um menino comum. Não tinha muita iniciativa e raramente tinha idéias brilhantes. No entanto, de algum modo, a loja cresceu solidamente, ano após ano. Qualquer um que conhecesse o velho Ned Snow, o dono da mercearia, diria que ele não era o responsável pelo crescimento da loja, pois não era o tipo empreendedor. Bem, as coisas correram normalmente até que o velho Snow ficou doente e morreu. Então a loja foi vendida e Oliver ficou sem emprego. Os seis anos seguintes da vida de Adams correram sem que ninguém ouvisse falar, e ele mesmo tem muito pouco para contar desse tempo. Quando a mercearia foi vendida, Adams pegou o pouco dinheiro que conseguira economizar e foi para New York, onde trabalhava durante o dia no mercado municipal e à noite freqüentava a escola. Então um dia aconteceu algo! Perto do fim do último ano da escola noturna, o Diretor programou uma série de palestras vocacionais para os estudantes mais velhos. A primeira palestra foi feita por James B. Oswald, presidente da famosa Oswald Advertising Agency. Naqueles tempos, Oswald estava em grande forma. Foi um dos mais interessantes e instrutivos conferencistas, com jeito especial de adequar sua mensagem às necessidades dos ouvintes – razão pela qual ele era tão bem sucedido como homem de propaganda.
O jovem Adams ficou extasiado durante toda a palestra. Era sua primeira visão do grande mundo dos negócios. Pareceu-lhe que Oswald era o homem mais encantador que conhecera; teve até a chance de ser apresentado a ele e cumprimentá-lo depois da palestra. No caminho de casa, Adams pensou no que o Sr. Oswald tinha dito sobre o negócio da propaganda. Enquanto se preparava para deitar, no pequeno apartamento de terceiro andar, ele pensou sobre Oswald e concluiu que se tratava de um grande profissional. Enquanto puxava as cobertas e se aninhava entre os travesseiros, Adams decidiu que gostaria de trabalhar em propaganda. Na manhã seguinte, quando acordou, dois pensamentos haviam se tornado um só. Ele gostaria de trabalhar em propaganda e para James B. Oswald. A coisa natural a fazer, ao menos para Oliver Adams, era ir direto dizer isso ao cavalheiro. Apesar do fato assustá-lo um pouco, nunca lhe ocorreu, nem por um momento, que não fosse essa, exatamente a atitude que deveria tomar. E então, às 14 horas, naquela mesma tarde, ele pediu licença para sair por umas duas horas. Era horário de pouco movimento. Depois de engraxar cuidadosamente os sapatos e escovar a roupa, Adams saiu em direção ao grande prédio onde ficava a Oswald Advertising Agency. A recepcionista comunicou ao Sr. Oswald que Adams estava lá e queria uma entrevista; porém o grande homem estava ocupado. Oliver pensou uns instantes. “Diga-lhe que posso esperar uma hora e dez minutos.” A moça olhou surpresa. As pessoas não tinham o hábito de mandar esse tipo de recado para o grande chefe. Mas havia alguma coisa na simples objetividade do rapaz que fazia a mensagem parecer perfeitamente natural. Um tanto surpresa consigo mesma, ela repetiu o recado para o presidente, palavra por palavra.
Ele vai receber você dentro de, aproximadamente, 20 minutos”, disse ela. Da entrevista em si, James Oswald se deliciava em contar : “Porta adentro, entrou o jovem Adams, sério como um diácono. Não o reconheci como um dos jovens que me haviam sido apresentados na noite anterior, mas ele logo mencionou o nosso encontro. Disse então que havia pensado sobre o assunto e tinha resolvido que queria entrar para a propaganda e que queira trabalhar para mim e, por isso, estava ali”.
Eu o examinei. Ele era um rapazinho bastante comum e, me pareceu, um tanto parado e não parecia muito brilhante. Fiz-lhe algumas perguntas para verificar se ao menos era esperto. Adams respondeu a todas com suficiente rapidez, mas suas respostas não eram especialmente inteligentes.”
Gostei dele, mas achei que lhe faltava vivacidade – aquele jogo de cintura tão importante na propaganda. Finalmente eu disse, tão gentilmente que ele não era talhado para ser publicitário, que sentia muito, mas não podia dar-lhe um emprego. Dei-lhe alguns conselhos paternais. Foram realmente palavras escolhidas, firmes, mais gentis.”
Ele recebeu a coisa com classe. Mas, ao invés de implorar uma chance, agradeceu e, ao levantar-se para sair, disse : ‘Bem, Sr.Oswald, decidi que quero trabalhar em propaganda e com o senhor. Pensei que o óbvio a fazer era vir direto dizer-lhe isto. O senhor não parece acreditar que eu possa a vir me tornar um bom homem de propaganda, de modo que vou ter de dar um jeito e provar o contrário. Não sei ainda como vou fazer isso, mas vou procurá-lo outra vez, assim que souber. Obrigado pelo seu tempo. Até logo!’,. E saiu antes que eu pudesse responder.” “Bem, eu fiquei constrangido! Todo o meu pequeno discurso havia evaporado no ar. Ele nem considerou meu veredicto. Pensei uns cinco minutos sobre o assunto. Fiquei um tanto irritado de ser delicada mas definitivamente menosprezado por um garoto. Durante o resto da tarde, me senti mal.” “Àquela noite, no caminho de casa, voltei a pensar no assunto. Uma frase havia ficado gravada na minha memória: ‘Quero entrar para a propaganda e desejo trabalhar para o senhor, e achei que a coisa mais óbvia era vir direto dizer-lhe isto’.”
De repente, percebi tudo! Quantos de nós têm sensibilidade bastante para identificar e fazer o óbvio? E quantos tem a persistência para defender a própria concepção do que seja óbvio? Quanto mais eu pensava no assunto, mais convencido ficava de que deveria haver um lugar na nossa agência para um moço capaz de ver e fazer o óbvio. Alguém que fosse direto ao ponto, sem perder tempo nem fazer estardalhaço.” “E por Deus, no dia seguinte mandei chamar o rapaz e lhe dei um lugar no arquivo de jornais.”

Isso foi há 20 anos. Hoje, Oliver B. Adams é vice-presidente da Oswald Advertising Agency. O velho Oswald passa pelo escritório duas vezes por semana, bate um papo com Adams e, claro, participa das principais reuniões de Diretoria. Mas, efetivamente, é Adams quem manda na empresa.
Tudo aconteceu com naturalidade. Tudo veio através do “óbvio ululante”, como dizia o velho Oswald com muito bom humor.
Antes que Adams completasse um mês de trabalho, no controle e arquivo de jornais, ele foi falar com o chefe e sugeriu uma mudança no método de trabalho. O chefe o ouviu, e então perguntou qual seria a vantagem da mudança.
Adams disse-lhe que haveria uma redução considerável no tempo e no manuseio dos jornais e ficaria quase impossível cometer erros. A mudança era simples e Adams recebeu autorização para aplicá-la. Depois que o novo plano já estava funcionando há uns três meses, ele foi novamente até o chefe e disse que tudo vinha funcionando tão bem, que qualquer moça ganhando um terço do salário dele poderia assumir o lugar. Será que não haveria outro cargo melhor para ele? Adams disse ao chefe que havia notado que os redatores estavam precisando trabalhar à noite. E acrescentou: “Fico imaginando, se eles continuarem sobrecarregados assim, se não valeria a pena treinar um novo redator desde já”.
O chefe sorriu e disse-lhe para voltar a seus afazeres. “Você não é nenhum John Wanamaker.“ Ele voltou, mas também começou a escrever textos nas horas vagas.
A correria da redação era por causa de uma grande campanha para a Associação de Enlatadores de Pêssego da Califórnia. Adams se decidiu a estudar pêssegos. Pensou. Sonhou e comeu pêssegos: frescos, enlatados e em conserva. Mandou buscar folhetos editados pelo Governo. Passou as noites estudando processos de enlatamento.
Um dia, ele estava sentado à mesa de trabalho no Departamento de Controle, dando uns toques finais num texto, que ele logo pôs de lado. O Chefe da Redação entrou para pedir um número antigo de jornal que estava no arquivo. Adams foi pegar o jornal, deixando o texto do anúncio em cima da mesa. Enquanto esperava, o Chefe da Redação bateu os olhos no papel. “Seis Minutos do Pomar à Lata“. Era o título. Aí havia layouts com fotos ilustrando as operações necessárias para enlatar pêssegos. Cada uma delas com um pequeno subtítulo e uma rápida descrição do processo:
Pêssegos Amadurecidos no Sol da Califórnia
Colhidos maduros das árvores.
Selecionados por moças com uniformes brancos impecáveis.
Descascados e enlatados higienicamente.
Cozidos à vapor limpo.
Latas fechadas à vácuo.
Enviados à mercearia para você – por apenas 30 centavos a lata.

O Chefe da Redação leu e releu o anúncio. Quando Adams voltou, o Chefe da Redação, Howland, tinha sumido. O anúncio também. Na sala da frente, Howland estava conversando com o Presidente e ambos estavam olhando o layout do anúncio sobre a mesa.
Eu garanto, Sr. Oswald: aquele rapaz tem os ingredientes certos para ser redator. Ele não é brilhante – e só Deus sabe como estamos bem servidos de homens brilhantes. Mas parece que ele consegue ver os pontos essenciais e os coloca no papel com muita clareza. Para dizer a verdade, ele fez um texto que nós lá em cima estamos tentando escrever há uma semana e não conseguimos fazer em menos de três páginas. Gostaria que o senhor me cedesse esse rapaz por uns tempos. Quero descobrir o que há dentro dele.” “Lógico, vou fazer isso”, concordou o Sr. Oswald. Em seguida, mandou chamar o chefe de Adams.“Sr. Wilcox”, perguntou, “será que o senhor pode ficar sem o Adams por uns tempos?” O Sr. Wilcox sorriu. “Por que? sim, imagino que posso ! Adams me disse que qualquer moça ganhando um terço do salário dele, poderia fazer o serviço.” “Tudo bem. Mande o rapaz falar com o Sr. Howland.”

E Adams subiu para a Redação. O texto do anúncio de pêssegos enlatados teve que ser trabalhado um pouco, e esta tarefa coube a um dos craques da redação, pois era preciso correr! Deram outros temas a Adams para escrever. Suas primeiras tentativas foram bem cruas. Depois de algumas semanas, o Redator-Chefe quase chegou à conclusão de que, afinal, errara sobre o rapaz. Aí, um dia a Oswald ganhou uma nova conta. O produto era um bolo pronto, vendido através de mercearias. A empresa tinha uma distribuição limitada, mas havia sido mordida pela mosca da propaganda: queria crescer depressa. A empresa vendia num raio de cinqüenta milhas de New York. Antes que algum pedido de “job” chegasse à criação, alguns redatores ouviram falar da conta e Adams escutou os comentários. Àquele dia, ele passou a hora do almoço inspecionando as mercearias que vendiam o bolo. Comprou um para experimentar, comeu um bom pedaço e gostou muito! Àquela noite em casa, Adams passou o tempo todo pensando no bolo. De madrugada, as luzes brilhavam no seu pequeno apartamento, nos fundos do terceiro andar! Adams havia decidido que se tivesse a chance de fazer um anúncio do bolo, teria de ser muito bom. Na manhã seguinte, o “job” da campanha do bolo entrou na Redação. Para decepção de Adams o “job” foi entregue a um dos redatores mais antigos. Ele pensou no assunto a manhã inteira. Por volta do meio-dia, tinha chegado à conclusão de que havia sido um tolo ao imaginar que eles confiariam uma campanha dessa importância a um principiante como ele. Mas resolveu que continuaria trabalhando nas horas vagas como se aquele “job” fosse seu. Três semanas mais tarde, a campanha ficou pronta. Quando viu as provas, o coração de Adams quase parou. Que texto! Era de dar água na boca! Preston era famoso pelos textos de alimentos, mas tinha se superado no job desse bolo. Adams ficou completamente desencorajado. Nunca seria capaz de escrever um texto como aquele. Nem em um milhão de anos! Era pura literatura. Fazia com que um simples bolo de 15 centavos se transformasse em algo semelhante a um néctar dos deuses. A campanha foi programada para seis meses, e Adams a acompanhou atentamente. Mentalmente já havia resolvido que iria fazer um treinamento com aquele redator, o Preston. Quatro meses mais tarde, apesar dos textos maravilhosos estarem saindo nos grandes jornais e nos jornais de bairros, chegavam sinais de insatisfação da parte do cliente, a Golden Brown Cake Company. Eles gostavam dos anúncios: concordavam que eram os melhores anúncios de bolo jamais feitos – os negócios estavam crescendo um pouquinho – mas as vendas não atingiam as metas pré-estabelecidas. No fim do mês seguinte, o cliente estava ainda mais desapontado que nunca. Finalmente, depois de seis meses, o cliente anunciou que iria suspender a propaganda: afinal não era tão rentável quanto haviam imaginado. Adams se sentiu profundamente desapontado. Era como se ele fosse o Sr. Oswald em pessoa. Ele se interessara muito pela fabricação de bolos. Na noite em que ouviu a notícia que a Golden Brown Cake Company ia parar de anunciar, foi para casa arrasado. Passou a noite pensando na Golden Brown Cake Company. Depois de algum tempo, foi até uma gaveta e pegou um envelopão com os anúncios de bolo que havia feito meses antes. Releu-os. Pareciam muito amadores, comparados com os textos de Preston. Aí ele olhou para alguns cartazes que tinha feito para sua campanha imaginária. Pegou uma cartolina onde havia feito alguns desenhos e começou a colori-los. Sentou-se e olhou para essas peças. Pensou, pensou, pensou… Daí começou a revisar o seu trabalho de meses antes, editando e fazendo emendas, modificando aqui e ali. À medida que trabalhava, suas idéias se desenvolviam. Eram quase três da manhã, quando ele finalmente apagou a luz e foi dormir. No dia seguinte foi para o escritório com a idéia bem clara sobre o que deveria fazer.
Às 10 horas, telefonou para a diretoria e perguntou se podia ver o Sr. Oswald. Disseram-lhe que sim. Às 11 horas, o Sr. Oswald tirou os olhos do último anúncio que Adams tinha escrito e sorriu. “Adams, acho que você conseguiu! Fizemos ótimos anúncios de bolos, mas passamos por cima de algumas coisas importantes que você colocou nos seus. Fizemos muita propaganda e pouca venda. Acho que, com seu plano, posso trazer aquela gente de volta.” Adams foi chamado à sala do Presidente, às 3 horas da tarde. “Sr. Adams”, disse o Sr. Oswald, enquanto sentava, “a Golden Brown Cake Company está de volta conosco, e está para valer. Eles dizem que o plano parece ótimo. De modo que estamos partindo para uma nova campanha. Agora, quero que leve todo esse material ao Sr. Howland, para que ele possa ajudar você a finalizá-lo. Eu falei com ele a respeito e ele ficou tão feliz quanto você. É um ótimo texto, mas um pouco duro em alguns pontos, como você pode imaginar. Mas não deixe a glória subir à sua cabeça, meu jovem. É preciso mais de uma batalha para se ganhar uma guerra.” Adams estava nas nuvens quando saiu da sala do Presidente. Mas depois de conversar com o Chefe da Redação mais de uma hora voltou a pôr os pés no chão; compreendeu que ainda havia muito a ser feito, antes dos anúncios ficarem prontos para veiculação. Entretanto, suas sugestões principais iam ser seguidas:
·Todos concordaram com ele que o bolo tinha de ser experimentado.
·Os cartazes do bolo seriam em grande close-up e em cores.
era ótima a idéia de fornecer diariamente às mercearias fatias de amostra de bolo fresco, embrulhadas em papel manteiga para os fregueses experimentarem.
·Abandonar a antiga embalagem verde em troca de uma bege, na cor do bolo com o texto marrom escuro. Daria um destaque melhor e apelaria mais aos olhos e ao apetite dos possíveis compradores.

Algumas dessas coisas Adams aprendera antes, na pequena mercearia da Nova Inglaterra, onde havia trabalhado. Todas essas idéias pareciam as mais naturais do mundo. Assim também pareciam ao Sr.Oswald e ao Sr. Howland e ao resto da equipe, quando souberam do plano. Todos ficaram imaginando porque não haviam pensado antes nessa coisas.
Antes de terminar a primeira semana da campanha da degustação, as vendas cresceram substancialmente. No fim do mês, a Golden Cake Company anunciou um acréscimo de quase 30% nas vendas, no que era habitualmente um dos meses mais inexpressivos do ano. E aquele começo foi o marco de uma das mais bem sucedidas campanhas que a agência Oswald fez. Sim, o texto era simples – quase simplório até. Mas tinha aquele cheiro de bolo que acabou de sair do forno. Falava da cozinha, limpa e arejada, na qual os bolos da Golden Brown eram assados. Na verdade, dizia tudo de maneira tão simples, que é bem provável que tivesse sido rejeitada, caso a primeira campanha não tivesse falhado.

Alguns meses mais tarde, houve uma reunião muito importante, na sala da diretoria da agência Oswald. Os executivos da Monarch Hat Company estavam fechados com o Presidente e com o Redator Chefe. Conversas, relatórios de vendas, charutos foram consumidos – durante quase três horas. Aparentemente, a Monarch Hat Company tinha duas lojas de varejo numa grande cidade do sul. Uma delas dava lucro, enquanto a outra ficava sempre para trás. Eles não queriam abandonar nenhuma das duas lojas, porque a cidade era grande e podia absorvê-las. Mas a companhia não podia se dar ao luxo de continuar perdendo dinheiro. Já havia investido milhares de dólares numa campanha de propaganda – que fez a loja que ia bem ir melhor –mas não conseguia fazer a loja perdedora sair do vermelho. alguma coisa tinha de ser feita, e depressa. A reunião estendeu-se até a hora do almoço, sem solução. Todos os planos sugeridos ou já haviam sido testados ou eram impraticáveis. “Bem senhores”, disse o Sr. Oswald finalmente. “passamos três horas falando o que deveremos fazer. Entretanto minha primeira preocupação é tentar saber o que está acontecendo realmente. Concordam em me dar duas semanas para descobrir isso? Depois marcamos outra reunião?” Todos estavam com fome, já sem energia para falar; sim, todos concordaram. “Qual é a sua idéia?”, perguntou o Chefe da Redação depois que todo mundo foi embora. O Sr. Oswald olhou para ele bem sério. “Howland, eu vou correr o risco. Se eu tivesse tempo sobrando eu mesmo iria investigar, mas não posso. O pessoal da Monarch não deve jamais saber disso mas vou mandar um rapaz até lá e ver se ele descobre o que está realmente ocorrendo.” “Você não quer dizer…” “Sim. Vamos mandar o jovem Adams. Tenho uma leve desconfiança de que há algo obviamente errado naquela situação. Algo que não tem nada a ver com relatórios de vendas ou giro de estoque. Se houver, vou apostar que aquele jovem, simples e rotineiro, vai saber detectar. ‘Óbvio’ parece ser o seu sobrenome. Talvez eu seja um bobo, mas vou tentar.” “Adams” disse o Presidente, quando o jovem ficou de pé diante dele, “a Monarch Hat Company tem duas lojas… uma delas dá lucro, a outra, não.” “Gostaria que você fosse até lá tentar saber – sem fazer perguntas – qual das lojas dá prejuízo. Aí, quero que você descubra por quê. Pegue algum dinheiro no caixa e vá amanhã de manhã. Volte quando estiver razoavelmente certo da resposta.” Adams foi. Quando chegou à cidade, registrou-se num hotel e deixou sua mala. Vinte minutos mais tarde já havia achado uma das lojas, localizada na esquina de duas ruas importantes, com entrada imponente e vitrine para as duas ruas.
Adams encontrou a outra loja 45 minutos mais tarde, na rua do Mercado, a principal rua do comércio varejista. Era também localizada numa esquina. Mas, Adams ficou surpreso quando se deu conta de que já havia passado por ela umas três vezes antes de localizar a loja. Adams parou do outro lado da rua, observando. A loja tinha uma frente pequena, na rua do Mercado, mais uma enorme vitrina que dava para uma pequena travessa lateral. Adams ficou pensando. A dificuldade de localizar a loja chamou sua atenção. Se eles investissem em propaganda, os benefícios iriam para a outra loja, por causa de sua localização privilegiada, embora não ficasse na rua do Mercado. Sim, ele tinha certeza que estava diante da loja que dava prejuízo. Ficando ali, observando, começou a notar que os pedestres subiam mais do que desciam por aquele lado da rua. À medida que se aproximavam da loja, tinham de olhar para a frente, atentos aos sinais do policial para atravessar a pequena rua transversal. Quando isso acontecia, ficavam de costas para a vitrine lateral. Nem mesmo as pessoas que desciam pelo mesmo lado da rua tinham uma boa visão daquela vitrine, pois vinham mais perto do meio-fio, com uma pequena multidão entre eles e a loja.
Contou o número de transeuntes em períodos de cinco minutos; descobriu que o número de pessoas subindo por aquele lado da rua era quase 50% maior do que o número das que desciam. Então, ele contou os que passavam do outro lado e concluiu que o número de pessoas que desciam por aquele lado era quase 50% maior. Evidentemente, aquela loja estava pagando por aquela grande vitrine lateral um aluguel maior do que deveria. E ali, na rua do Mercado, o aluguel deveria ser pesadíssimo. As pessoas não viam a loja; era mesmo difícil localizá-la. Àquela noite, no hotel, ele pensou, riscou, fez diagramas. Sua tese parecia correta; ele tinha certeza dela. No dia seguinte, continuou a estudar a situação e conseguiu obter do gerente da loja alguns dados de vendas e preço do aluguel. No fim do dia, pegou o trem de volta a New York. Alguns meses depois, assim que o contrato de locação expirou, a loja mudou de endereço. Adams tinha resolvido o dilema. Era realmente muito simples – quando se conhecia a resposta.“Esta é a obviedade de Adams, na qual apostei. Ele não de deixa desviar dos fatos; ele os olha objetivamente, de frente, e aí os analisa, e isto é vencer metade da guerra.” Assim falou o Sr.Oswald para o Chefe da Redação.
Este foi o começo de uma série de acontecimentos que fizeram Adams subir até o ponto de possuir ações da agência. Nada de espetacular acontecera em caso algum. Era a simples análise da situação e o elementar bom senso para fazer um planejamento adequado. Chegou uma carta – de fabricantes de papel bond. A carta dizia que eles estavam interessados em anunciar, e indagava se Oswald podia mandar um homem até a fábrica, para discutir o assunto com eles. Nesse dia, o Sr. Oswald estava de partida para a Europa, num navio que saia às 11 da manhã. A carta chegou pela primeira entrega do correio. Aconteceu que Adams estava na sala do Presidente, quando este leu a carta.
Você gostaria de conversar com esta gente, Adams?” Perguntou o Sr. Oswald, com um sorriso enigmático, estendendo-lhe a carta. Ele gostava de experimentar novas combinações de homens e tarefas.
Ah, gostaria muito!”, disse Adams, à medida que seu rosto se iluminava com a perspectiva de nova missão. “Então, vá. Boa sorte para você”, disse o chefe que logo se pôs a cuidar dos últimos detalhes da viagem. Adams foi na manhã seguinte. O presidente da fábrica perguntou-lhe se ele achava que papel bond podia ser anunciado com sucesso. Adams disse que não podia responder até ter uma idéia melhor da indústria e do produto. Ele tinha de levantar os dados. Deram-lhe um guia e, nos dois dias seguintes, ele praticamente mergulhou em papel. Chegou à conclusão de que o papel bond daquela fábrica era feito de fibras brancas selecionadas; a água usada na fabricação era mais pura e filtrada; que era secado em esteiras muito limpas. E, o mais surpreendente de tudo, o papel era inspecionado folha por folha, à mão. Esses fatos não eram de conhecimento geral naquele tempo e Adams achou tudo muito promissor para a propaganda.
O terceiro dia ele passou trancado em seu quarto no hotel, tentando fazer alguns anúncios. Levou-os, no fim da tarde, quando voltou à fábrica. O Presidente olhou-os e resmungou. Positivamente estava decepcionado. O coração de Adams afundou; ia falhar na sua primeira viagem de vendas. Mas não ia deixar de lutar. O Presidente balançou-se para frente e para trás na cadeira. “Jovem”, ele disse, finalmente, “todo papel bond de qualidade é feito de fibras brancas cuidadosamente selecionadas; todo bom papel bond é feito com pura água filtrada; todo papel bond é secado em esteiras limpas; todos os bons papéis são inspecionados à mão. Eu não precisava de um homem de propaganda de New York para vir aqui me dizer isso. Todos sabem essas coisas sobre papel bond.”
É mesmo?”, perguntou Adams. “Eu nunca soube disso! Nossa agência compra anualmente muitos milhares de dólares de papel bond. Entretanto, arrisco a dizer que não deve haver ninguém lá que saiba coisa alguma sobre fabricação de papel, salvo o fato de que os de boa qualidade são feitos de fibras.”
O senhor vê, Sr. Merritt, nós não fabricamos papel e ninguém nos contou estes fatos antes. Sei que estes anúncios não são geniais. São apenas informativos. Mas eu sinceramente acredito quer mencionar esse ponto como qualidade do seu produto, mês após mês, fará com que as pessoas, em pouco tempo, concluam que o seu papel bond está acima da concorrência. O senhor estaria dois ou três anos à frente dos seus concorrentes. E no momento que eles começassem a anunciar o nome do seu produto já estaria gravado na memória do público. Seria quase sinônimo do melhor papel bond fabricado.” O Sr. Merritt estava evidentemente impressionado pela lógica de Adams, mas hesitava ainda. “Mas nós seríamos motivo de piada para os outros fabricantes de papel do país. Vão rir quando nos ouvirem falar desse jeito sobre o nosso papel, como se todos os outros papéis não fossem fabricados com a mesma técnica.” Adams inclinou-se um pouco, olhou bem dentro dos olhos do Sr. Merritt e disse: “Sr. Merritt, para quem exatamente o senhor deseja anunciar? Para fabricantes de papel ou para compradores de papel?“
Compreendo”, disse o Presidente. “Você está certo. Começo a perceber que propaganda não é algo mágico e sim o mais puro e elementar bom senso.” Adams voltou a New York com um contrato para campanha de uma ano, a ser feita como a agência achasse adequado. A campanha foi um sucesso de saída. Entretanto, ao ser analisada, via-se que Adams não tinha feito nada além do óbvio. O Sr. Oswald, ainda na Europa, soube do sucesso de Adams. Mandou uma carta de felicitações. Mas o que mais intrigou Adams foi que o envelope tinha sido endereçado para: Adams Óbvio. O apelido “Óbvio” se espalhou logo pela empresa toda, e pegou. A campanha de papel bond ficou famosa, e com ela seu autor e seu apelido. Hoje ele é conhecido entre os homens de propaganda, do Pacífico ao Atlântico.
Talvez nem meia dúzia de pessoas o conheçam pelo nome verdadeiro. Pois ele costumava assinar simplesmente “O.B.Adams”. Quase todas as revistas que você folheia mostram a influência da obviedade de Adams. Os anúncios dos Chapéus Monarch, por exemplo, sempre eram ilustrados com homens de corpo inteiro, fazendo com que os chapéus parecessem pequenos e insignificantes.
Vamos mostrar o chapéu e não o homem”, disse Adams um dia quando olhava uma foto no Departamento de Arte. “Se os homens pudessem ver esta foto neste tamanho, eles comprariam o chapéu. Mas na redução da foto a gente perde muito!” Em seguida, pegou uma tesoura e começou a recortar aquela magnífica foto, de todos os lados. Até que restou nada mais que um chapéu, um rosto sorridente e só um detalhe do colarinho e da gravata. “Bem”, disse Adams colocando o recorte sobre uma página de revista, quase ocupando todo o espaço, “publique isto e ponha o texto no canto esquerdo.”

Hoje em dia é comum encontrar, nas páginas das revistas, rostos quase do tamanho natural, sorrindo para você. E eles não passam desaparecidos.
Com seus close-ups, Adams era o Griffith da propaganda. Ambos faziam apenas o óbvio.

Adams descobriu também que os anúncios não tinham de berrar suas mensagens em tipos garrafais. Provou que as pessoas lêem anúncios de quatro páginas, com muito texto, desde que o layout conduza facilmente à leitura e que o texto seja tão interessante e dramático quanto uma história.

Você pode ficar surpreso ao saber que Adams não era o tipo de homem particularmente interessante para se conhecer. Não tinha nenhuma das características normalmente atribuídas aos gênios: não era temperamental. Desde o começo, trabalhou em campanhas difíceis, aconselhando aqui, orientando lá, retraindo-se algumas vezes, cometendo erros ocasionais, mas sem nunca repeti-los. Com sua habilidade em merchandising, salvou inúmeras empresas do naufrágio, e as colocou de volta a navegar em águas calmas, com os ventos soprando a favor. Ajudou empresas de fundo de quintal a se transformarem em grandes indústrias. Modificou os hábitos nacionais da refeição matinal. Transformou marcas de produtos em substantivos comuns nos dicionários. Mas, considerando toda sua experiência e reputação, ele é desinteressante pessoalmente – a menos que você o encontre, como eu, em casa, confortavelmente instalado em sua cadeira predileta, em frente à lareira, fumando gostosamente um bom charuto. Foi em resposta à minha pergunta “Como você ganhou o apelido de Óbvio?”. que ele contou alguns dos fatos que acabei de relatar. “Não nasci Óbvio”, reagiu. “Há muito tempo o Sr. Oswald rotulou-me de ‘Óbvio’. Naquela época, eu nem parava para pensar se uma coisa era óbvia ou não. Só fazia o que ocorria naturalmente, depois de ter refletido muito. Não tenho mérito pessoal algum nisso. Simplesmente aconteceu.” Então, insisti. “Por que mais homens de negócios não fazem o óbvio? O pessoal da sua agência conta que frequentemente passam horas imaginando o que você vai sugerir, depois deles próprios tentarem concluir o que é óbvio. E, mesmo assim, você os surpreende sempre.” Adams sorriu. “Bem”, disse ele, “depois que me colocaram esse apelido, tenho pensado muito na questão e cheguei à conclusão que fazer o óbvio exige muita análise.
Para analisar, é preciso pensar e acho que o Professor Zueblin está certo quando diz que pensar é o trabalho mais árduo que as pessoas têm de fazer. E elas não gostam de pensar nem um pouco a mais do que o necessário
.”
As pessoas procuram sempre o caminho mais fácil, através de atalhos ou truques, que chamam da coisa óbvia a fazer. Mas rotular essas saídas de óbvio não quer dizer que realmente sejam. Elas não levantam todos os dados, nem analisam antes de decidir o que seja óbvio. E assim passam por cima do primeiro e mais óbvio mandamento dos negócios. Quase sempre, esta é a principal diferença entre o pequeno e o grande e bem sucedido empresário. Muitos pequenos negócios sofrem de um agudo caso de miopia empresarial, que seria curável, se seguissem o caminho óbvio de chamar um especialista para corrigir sua visão e dar-lhes uma verdadeira análise da empresa e de seus métodos. A mesma coisa pode ser dita de um bom número de grandes empresas.
Algum dia”, ele continuou, “muitos homens de negócios vão acordar e perceber o poder e a sensatez do óbvio. Alguns já perceberam. Theodore Vail, por exemplo, se preocupou com a ociosidade do telégrafo, que ficava parado diariamente, durante oito horas, e inventou a night letter, para aumentar o movimento durante as horas ociosas e gerar novos negócios. O que poderia ser mais óbvio? “
Observe os homens que estão ganhando salários de mais de 100 mil dólares por ano. Eles são evidentemente os fazedores do óbvio.”
Espero que um dia nossas Prefeituras despertem para o fato de estarem ignorando o óbvio, quando permitem que nossas Bibliotecas Públicas passem, ano após ano, cumprindo apenas a metade de sua função social. Com apenas 2 ou 3% da verba aplicada na compra de livros e publicações, poderiam fazer uma campanha de propaganda em jornais, para desenvolver o hábito de usar a biblioteca e fazer as pessoas perceberem o valor da leitura, duplicando a utilidade das bibliotecas para suas comunidades. Que maravilha anunciar uma biblioteca ou um grande museu de arte!”
Chegará também o dia, imagino, quando as estradas de ferro vão deixar de manter em segredo os preços das passagens. Elas vão ganhar um dinheirão quando as pessoas que normalmente viajam pouco descobrirem como é barato viajar de trem. Elas irão incluir os preços das passagens nas suas tabelas de horários, não de todos os percursos, mas pelo menos dos principais.”
O que fazem é colocar o dedo na frente dos lábios e sussurrar: ‘pssh! nós cobramos um preço adicional nesse trem, mas não dizemos o quanto é e você que descubra’. Conheço um homem que morou em New York cinco anos e sempre quis ir à Filadélfia para ver a cidade, mas nunca foi porque sempre imaginou que custava muito mais caro do que o real. Mas nunca teve a iniciativa de perguntar. Entretanto, perguntar não deveria ser necessário. Algum dia, as ferrovias vão fazer o óbvio e anunciar para aquele homem. E há centenas de milhares como ele.”
Nesse ponto, o Sr. Adams olhou para o relógio. Ele se desculpou, ligou para a garagem e pediu seu carro. ia pegar o trem noturno para Chicago e tentar resolver uma situação difícil de um grande cliente, fabricante de cereais, para refeição matinal. Ele era o homem indicado para recomendar o rumo certo. Quando íamos para a cidade, num luxuoso carro, ele mergulhou nos seus pensamentos. Eu mergulhei também nos meus. Qual seria o segredo do sucesso deste homem? Perguntei a mim mesmo. Então, me lembrei de uma composição de uma criança sobre as montanhas da Holanda. O garoto escreveu:
As montanhas da Holanda.
Não há montanhas na Holanda.

Esta é a resposta, concluí. Este é o segredo. É o óbvio!

Notas do autor muitos anos mais tarde.
Cinco maneiras de testar o óbvio.
Cinco caminhos criativos para reconhecer o óbvio.
Cinco maneiras de testar o óbvio.

Em 1916, quando o livro “Adams Óbvio” foi publicado pela primeira vez, achei que levar os homens de negócios a fazer o óbvio seria fácil: bastaria apontar a solução óbvia ou o caminho a seguir.

Eu estava completamente errado. Descobri que, na maioria das situações, figurativamente, quase se todos nós vamos de New York a Mineápolis, via New Orleans, ao invés de pegarmos a rota mais direta e óbvia.

O problema é que o óbvio tende a ser tão simples e comum, que não tem apelo à imaginação. Todos nós gostamos de idéias inteligentes e planos engenhosos, que sejam algum motivo de conversa na hora do almoço. Há alguma coisa a respeito do óbvio que é, Santo Deus, tão óbvio….!

Em todas as atividades, o óbvio sempre funciona. Nos negócios, ele é seguro e lucrativo. Então fiz uma segunda descoberta: somos inclinados a exagerar na busca do óbvio. Tentamos encontrá-lo através do raciocínio lógico.
O pensamento lógico é um dos processos mentais mais cheios de armadilhas. O que elegemos como solução óbvia ou o caminho a seguir muitas vezes não é, de forma alguma, o óbvio, mas mera racionalização. Como, então, reconheceremos o óbvio?

Através dos anos, desenvolvi cinco maneiras de testar o óbvio. Não são
100% seguras. Nada é totalmente seguro neste mundo complexo e mutante em que vivemos. Mas estas são as normas práticas para checá-lo.

A PRIMEIRA MANEIRA DE TESTAR O ÓBVIO, eu copiei do Sr. Kettering, da General Motors, que mandou colocar uma placa no Edifício da GM, em Daytona: “Este problema, depois de resolvido, será simples.”
O óbvio, quase sempre, é simples – tão simples que, muitas vezes, uma geração inteira de homens e mulheres olham para ele sem vê-lo. Quando uma idéia tenta ser esperta, engenhosa ou complicada, deveríamos desconfiar. Provavelmente não é óbvia. A história da ciência, das artes e dos grandes avanços no mundo dos negócios é a história dos homens encontrando, por acaso, soluções fáceis para problemas complexos. Parafraseando o provérbio do Sr. Kettering: “A solução, quando encontrada, será óbvia”.

A SEGUNDA MANEIRA DE TESTAR O ÓBVIO é a pergunta: Esta solução é compatível com a natureza humana?

Se você não tiver absoluta certeza de que sua idéia ou plano vão ser facilmente compreendidos – e aceitos – pela sua mãe, sua mulher, irmãos, irmãs, primos, vizinhos, colega que trabalha na mesa ao lado, o mecânico que conserta o carro, o pároco, seu barbeiro, o gerente da mercearia onde sua mulher faz compras, o pretinho que engraxa seus sapatos, sua tia Mary, sua secretária, seu companheiro do trem das 5:29, seus amigos mais francos e sinceros – se você não se sentir à vontade ao explicar sua idéia “óbvia” a eles, é porque, provavelmente, a idéia não é óbvia. Essa gente vai vê-la na sua realidade mais simples, livres das complicações de envolvimento profissional e técnico, e das inibições nascidas da experiência.

Coletivamente, essas pessoas são uma amostra da natureza humana e essa mesma natureza humana constrói ou destrói qualquer plano ou a solução de qualquer problema. É o que rege a vida, os negócios, a ciência e as artes.
Quer se trate de vender mercadorias para pessoas, ou conseguir adesões para uma causa, ou convencer as pessoas a agirem de uma certa maneira, ou persuadi-las a mudar hábitos antigos, de nada adiantará, se a sua maneira de fazer isto não estiver de acordo com a natureza humana. Você vai perder tempo, dinheiro e energia, tentando atingir seus objetivos. O público é curiosamente óbvio em suas reações – porque a mentalidade do público é simples, direta e sem sofisticações.

A TERCEIRA MANEIRA DE TESTAR O ÓBVIO é colocar a idéia no papel.

Escreva seu plano ou projeto em palavras de uma ou duas sílabas, como se você o estivesse explicando a uma criança. Será que você consegue isso em dois ou três parágrafos curtos, que façam sentido? Se, entretanto, a explicação ficar longa, envolvente, engenhosa, é bem provável que não seja óbvia. Porque, repetindo: ”Quando você encontrar a resposta, ela será simples“.

Nenhuma idéia, plano, programa ou projeto é óbvio, a menos que possa ser compreendido e executado por qualquer pessoa de inteligência média.
Frequentemente, a simples tentativa de colocar no papel uma idéia ou o rascunho de um plano de um plano mostrará logo suas fraquezas ou complexidades. Ao fazer isto, você verá o que está errado e poderá chegar a uma solução simples e óbvia. Certamente, escrever é uma maneira rápida de verificar o que é que você tem ou não tem!

A QUARTA MANEIRA DE TESTAR O ÓBVIO. Ele “explode” na cabeça das pessoas?
Se, quando você tiver apresentando sua idéia, delineado uma solução para um problema, ou explicado um plano, projeto ou programa, as pessoas disserem: “Puxa! por que não pensamos nisso antes?” Você pode sentir-se encorajado pois as idéias óbvias tendem a produzir na mente esse tipo de reação “explosiva”.
Em muitos casos, desse momento em diante, tudo parece entrar nos eixos, sem maiores explicações ou discussões. É óbvio demais e não necessita de considerações prolongadas. Mesmo com esse tipo de reação, entretanto, é aconselhável deixar a decisão para dentro de um ou dois dias. Porque algumas vezes há defeitos ocultos que só aparecem no dia seguinte.
Se uma idéia ou proposta não “explodir”, ou precisar de explicação longa, ou envolver horas de debates, ou não é óbvia ou talvez você não tenha pensado o suficiente para reduzi-las à sua mais óbvia simplicidade.
“Explosões” mentais são reveladas pelas coisas que as pessoas dizem, pelos rostos iluminados, pelos olhos que aprovam, quando deparam com uma idéia óbvia. É um dos modos mais infalíveis de reconhecer o óbvio.

A QUINTA MANEIRA DE TESTAR O ÓBVIO é saber reconhecer o momento certo. Muitas idéias e planos são óbvios em si, mas obviamente aplicados fora de hora. Identificar o momento exato é tão importante quanto checar se o plano ou idéia são óbvios. Algumas vezes, o momento pode ter passado definitivamente e irrevogavelmente. E aí o mais óbvio a fazer é esquecer a sua idéia. Em outras ocasiões, o momento certo ainda não terá chegado, o que exige paciência e atenção.

O presidente de uma indústria de borracha me mostrou certa vez um “Armário do Futuro”, onde ele guardava artigos incomuns feitos inteira ou parcialmente de borracha, mas que estavam adiantados para a época. Estes artigos haviam sido desenvolvidos em laboratórios de pesquisa da empresa, mas ainda eram muito caros para competir com similares feitos de outros materiais. Assim, eles ficavam “guardados na prateleira” até que seu preço se tornasse competitivo, seja através do desenvolvimento dos métodos mais econômicos de produção, ou porque os preços dos concorrentes tivessem aumentado. (Desde então, alguns desses produtos do “armário” foram lançados no mercado, com sucesso, e hoje são corriqueiros).
Depois do primeiro teste – o da simplicidade – o teste do momento exato é muito importante na checagem da obviedade de um plano ou programa.

“Uma das virtudes principais”, escreveu Emerson em seu diário, “é reconhecer o momento oportuno. Meu vizinho constrói carrocerias, faz trenós durante todo o verão; e durante todo o inverno faz leves e alegres charretes para junho e agosto. Assim, no primeiro dia de cada estação, ele está preparado…”

Estar pronto para o momento oportuno, é o requisito óbvio.

Normalmente, não é necessário aplicar todos os cinco testes de obviedade a determinada idéia, plano, projeto ou programa. Mas é sábio pensar neles todos até estar bem certo que não se aplicam, antes de ignorá-los. É sábio, porque é óbvio proceder assim. É óbvio, porque é sábio reconhecer nossa tendência de convencer-nos facilmente de que nossas idéias são boas.
Mesmo quando estivermos convencidos de que temos uma idéia óbvia, nosso problema não estará inteiramente resolvido. A menos que seja uma que vá de encontro do quarto teste. (Será que ela “explode” na cabeça das pessoas?) –ainda assim, teremos de vendê-la. E a venda pode ser mais difícil, só pelo fato de ser uma idéia completamente óbvia – para nós.

Somos impacientes com outras pessoas se não “comprarem” nossas idéias logo de saída. Como explicou Robert Rawls em “Tempo de Reflexão”: às vezes, dedicamos dias, semanas ou meses desenvolvendo nossa idéia, ficamos tão familiarizados com seus prós e contras, que esperamos que outras pessoas a aceitem imediatamente – só porque nós mesmos estamos propondo. Isso quase nunca acontece. As pessoas têm de ter tempo para pensar e digerir mentalmente. É direito delas.

Cabe a nós explicar nossas idéias com simplicidade e clareza. E deixar que as pessoas perguntem o que quiserem. A sabedoria é tentar encorajá-las a nos desafiar com críticas. Se é óbvia, a idéia vai sobreviver a perguntas e críticas. Se não for, ela corre riscos. Será melhor que nós mesmos a analisemos novamente.

Estes cinco testes de obviedade são apenas sugestões. Cada executivo deveria desenvolver seus próprios testes. O problema é ter a certeza de que não estamos sendo levados pelo nosso próprio entusiasmo por uma idéia ou plano, na fácil suposição de que seja óbvio. Fazer o óbvio não é tão simples quanto parece!

Cinco caminhos criativos para reconhecer óbvio.
Onde e como vamos descobrir o óbvio?
Aqui estão algumas perguntas-teste que devem, pelo menos, conduzir a imaginação através dos caminhos óbvios.

1. Não se impressione como a coisa sempre tenha sido feita ou como outras pessoas gostariam de fazê-la. O importante é saber: qual a maneira mais simples de fazê-la?
Esqueça todas as idéias, práticas, métodos, técnicas e tradições já usadas. Se uma criança de sete anos desarmada de preconceitos de gerações estivesse, pela primeira vez, analisando o problema, como será que ela o faria? A experiência da vida é valiosa – mas pode intimidar, dificultar, complicar e afastar-nos do óbvio. É preciso pensar de forma simples, nova, original e corajosa para simplificar qualquer coisa. E não esqueça –“Este problema, quando for resolvido, será simples”.

Existe uma maneira perfeita e mecânica de simplificar um plano ou projeto ou de analisar uma idéia, para testar sua simplicidade. Registre cada item num papel. À medida em que você for escrevendo, cada item, aplique a pergunta-teste: Será que este item é absolutamente necessário?

É muito comum a gente descobrir, sem querer, ter começado no ponto em que os outros pararam. assim você está aceitando a somatória de idéias de outros homens. Considerando que a maioria das idéias se desenvolveram por acréscimo – como uma bola de neve – o jeito óbvio de simplificar uma idéia é começar novamente. A técnica óbvia é eliminar todas as partes ou características supérfluas. Vá ao cerne do problema. Pergunte a si mesmo: “O que eu estou tentando fazer? E por que?“

Um dos nossos maiores problemas, hoje em dia, é termos muitos métodos e práticas, muita maquinaria complicada, muitas ferramentas, muitos costumes e tradições profundamente arraigados. Pensamos e planejamos nossas bases, construindo por cima de uma fundação enrijecida de experiências e hábitos acumulados através de anos. Ao invés disto, deveríamos começar do zero, como se, a cada manhã, acordássemos num mundo novo, onde nenhum dos problemas da vida e dos negócios, das artes e das ciências, tivessem sido jamais resolvidos. Este é o primeiro – e mais óbvio caminho para ser óbvio.

2. Imagine como seria divertido se tudo pudesse ser completamente invertido. Nada abre mais a mente para um caminho novo do que fazer esta corajosa consideração. O fato de uma coisa ter sido feita ou construída de um certo jeito, por vários séculos, significa, provavelmente, que chegou a hora de questioná-la. Talvez o óbvio seja, realmente, inverter as coisas de algum modo.

A história de como R.J. Pigott, Diretor de Engenharia da Gulf Oil desenvolveu um “dispositivo óbvio” para lubrificar ferramentas de corte é um desses casos. Pigott estava olhando uma ferramenta produzir rebarbas espirais de uma peça de aço que girava num torno. Um fio de óleo caía do alto, enquanto a lâmina estava cortando por baixo. Um pensamento lhe ocorreu: “Como o óleo por cima pode fazer um bom trabalho de resfriar e lubrificar a ferramenta na parte de baixo?”
Ele foi para a prancheta e projetou um jato de alta pressão, para dirigir o óleo para cima, exatamente entre lâmina da ferramenta e o metal torneado. O novo método não só permitiu maior velocidade de corte como também aumentou a vida da ferramenta. Pigott chegou a um método óbvio de lubrificar usando a técnica da inversão.
Se o revolucionário Convair Sea Dart, um avião a jato, que pode decolar da água, chegar a fazer tudo o que promete, será porque o criador do projeto, Ernest G. Stout, usou esta mesma técnica de inversão. A história continua. Apesar das muitas vantagens, e o fato de 4/5 da superfície terrestre serem cobertos de água, arqui-inimiga de todos os aviões que pousam em terra, o hidroavião foi relegado ao esquecimento por todos. Todos, menos pelo jovem Stout, e um pequeno grupo de homens da Marinha e engenheiros da Costa Oeste. Stout acaba de lançar um avião a jato que pode decolar e pousar na água. Por mais de quatro décadas, o hidroavião não passava de um barco com asas, o que não é um bom desenho aerodinâmico. Stout teve uma inspiração. ao invés de desenhar um barco que podia voar, ele se dispôs a fazer um avião que pudesse flutuar. Usando essa técnica de inversão, ele desenvolveu uma dos mais notáveis aviões do mundo, com a forma de um dardo de papel, praticamente impossível de afundar. Ele promete iniciar uma das mais surpreendentes mudanças um estratégia militar, desde a invenção da bomba atômica. O Sea Dart é um avião óbvio.

3. Será que você conta com a aprovação e com a participação do público no seu projeto?
Nos negócios, muitas decisões são tomadas dentro dos escritórios e não nos lugares onde a ação realmente acontece.

Uma famosa rede de supermercados de Chicago decidiu lançar sua própria marca de café. Os especialistas em café podiam, é claro, recomendar as misturas e tipos de torrefação. Mas o presidente da empresa preferiu fazer com que as famílias de Chicago escolhessem elas próprias a mistura e o ponto de torrefação que desejassem. Foram preparadas quatro amostras com misturas e graus diferentes de torrefação, embaladas em latas de meia libra sem identificação. Essas latas, cada uma representando uma diferente combinação de misturas e torrefação, foram distribuídas a milhares de domicílios, com um questionário para ser respondido, indicando a preferência. Desse modo, a rede de supermercados lançou o “Royal Jewel – o Café que Chicago escolheu“. O sucesso do produto já estava garantido pois o próprio público o havia escolhido. Muito frequentemente, alguns testes simples com um grupo maior ou menor de pessoas fazem surgir a preferência óbvia ou a maneira óbvia de fazer, produzir, ou dizer alguma coisa. Sendo o público quem decide o nosso sucesso ou fracasso em tudo que tentamos fazer, parece muito óbvio pesquisar nossos planos junto ao mercado, antes de irmos longe demais.

4. Quais oportunidades estão passando desapercebidas porque ninguém se importou de examiná-las?

Na matriz de uma grande companhia de seguros, um homem ganhou um prêmio de 600 dólares por uma simples idéia na caixa de sugestões. Seu conselho aos companheiros: “Procure o óbvio com o qual ainda ninguém se importou”. Existem, literalmente, milhares de idéias óbvias, em todos os negócios e profissões, que até aqui “ninguém se importou em examinar”. São tão lugar-comum, que ninguém as percebe. No seu livro, Ray Giles conta a seguinte história que ilustra o fato de haver grandes oportunidades no óbvio. “Há alguns anos atrás, o vendedor de uma mercearia estava cortando queijo – um enorme queijo tipo Americano. Quando você pedia meio quilo, o homem levantava a tampa de vidro e cortava uma fatia calculando o peso. Enquanto isso o queijo ficava descoberto, sujeito ao pó e às moscas. Se tivesse pouca saída, o queijo esfarelava antes de terminar. A única proteção era uma casca grossa, pela qual você tinha de pagar, juntamente com o peso do queijo. Um dia, o vendedor teve uma idéia –uma dessas bem óbvias que podia ocorrer a qualquer um: “Por que não dividir o queijo em fatias e acondicioná-las em embalagens higiênicas?” Esse vendedor chamava-se J.L. Kraft. Toda vez que você comer um queijo Kraft não se esqueça: “Uma idéia simples e óbvia pode levar à fortuna”.
Em quase tudo que usamos em nosso cotidiano existe oportunidade para aperfeiçoamento – muitas vezes tão óbvio que deveríamos ter vergonha de nossa cegueira. Benjamin Franklin, incomodado por ter de usar dois pares de óculos – um para perto e outro para longe -, desenvolveu as lentes bifocais, uma benção para toda a humanidade. Nada poderia ser mais óbvio.
Esse caso sugere que a melhor técnica para descobrir o óbvio é dar uma olhada bifocal em tudo o que usamos, fazemos e precisamos. Examinar de perto para ver se um detalhe pode ser melhorado; olhar de longe para ver se não há uma forma diferente para atingir o mesmo fim. Uma forma que seja mais simples, mais eficiente e mais econômica.

5. Quais são as necessidades específicas do caso?
Muitas vezes, a própria situação indica alguma oportunidade de aperfeiçoamento, que ainda não foi considerada. David A. Crawford, Presidente da Pullman Inc., me disse há anos atrás que ele percebia a necessidade de acomodações nos trens que oferecessem, ao mesmo tempo, mais privacidade que os antigos beliches, e fossem mais lucrativas para as ferrovias do que os tradicionais carros dormitórios, de capacidade limitada de lugares. Ele explicou o problema aos seus projetistas e estes desenvolveram um conceito inteiramente novo de carros-leito. Podemos chamar isto de criatividade óbvia, oriunda de uma situação insatisfatória. Há também o caso dos Hartford Brothers, com suas lojas tipo Pegue e Pague. O caso do Woolworth, com suas lojas de dois mil réis. Os postos de gasolina, com suas toaletes limpas para motoristas. Ou o inventor da caneta esferográfica que acabou com o tinteiro. A Du Pont com suas fibras sintéticas que não amarrotam. Todas estas soluções eram criativamente óbvias. E também atenderam aos desejos e necessidades do público muitas vezes não expressos e nem mesmo percebidos. Entretanto, no momento em que alguém as transformou em soluções, ficou óbvio que a necessidade já existia há muito tempo. O mundo está cheio de desejos, vontades e necessidades não expressas, esperando pelo homem ou pela mulher que faça o óbvio para resolver grandes problemas da vida diária.

- E essas pessoas serão regiamente recompensadas, boa sorte!